Budismo Tibetano: Conheça caracteristicas da religião dos Lamas

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“E assim o Iluminado despertou para o Caminho do Meio, que faz surgir a visão, que faz surgir a sabedoria, que conduz à paz, ao conhecimento direto, à cessação de sofrimento, ao Nirvana.” Tais palavras, registadas na antiga língua Páli num dos vários Sutras, textos indianos que registam a vida e ensinamentos do Buda, marcam o início do que viria a ser o Budismo, uma das filosofias espirituais mais disseminadas no mundo.

Segundo registos históricos, aquele que atingiu o estado de Iluminação foi o príncipe de um reino localizado no norte da Índia, chamado Sidarta Gautama, que viveu no século 5 a.C.. Renunciando à vida mundana e buscando compreender a verdadeira natureza do sofrimento, Sidarta deixou com 29 anos seu castelo e partiu para uma vida simplista, buscando o ensinamento de gurus no interior da Índia.

Atingindo estádios avançados de concentração e tendo esgotado os ensinamentos dos seus mestres espirituais, Sidarta, aos 35 anos, senta-se sob a árvore Boddhi com a firme determinação de só se levantar quando totalmente iluminado – o que ocorre 49 dias depois, em uma clara noite de luar.

Os ensinamentos de Buda, que espalharam-se pelo norte da Índia durante a sua longa vida (Sidarta faleceu aos 80 anos de idade, tendo ensinado o caminho da iluminação até aos últimos momentos de vida), foram levados pelos seus discípulos a outros territórios, espalhando-se em países como China, Birmânia e Tibete — constituindo diversas linhas e tradições.

Ao chegar no Tibete, o budismo sofreu várias modificações, relacionadas às crenças xamânicas que já existiam no território. Religiões antigas como Bonpo e tradições espirituais de cunho animista, que se utilizavam tradicionalmente de cores brilhantes como vermelho e amarelo, misturaram-se ao budismo vindo da Índia para formar o Budismo Tibetano ou Vajrayana, cujas práticas meditativas se utilizam de rituais, textos litúrgicos e visualizações.

Os mestres que ensinam a prática, denominados Lamas, tiveram papel histórico na constituição política do país, sendo o seu principal representante o Dalai Lama, ou Professor Supremo: todos os líderes oficiais do governo tibetano são tidos como a reencarnação do primeiro Dalai Lama, Gedun Truppa, que viveu no século 15 d.C..

Com a invasão chinesa do Tibete em 1950, o regime liderado por Mao Tse Tung levou vários lamas tibetanos a fugir de seu país, procurando refúgio noutros locais, o que causou a disseminação dessa linha do Budismo em países ocidentais.

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