Shiatsu: o Poder do Toque Humano

O Shiatsu é uma prática terapêutica com bases na medicina tradicional oriental e cuja missão principal é encaminhar os seus praticantes para um estado completo de saúde e de bem-estar. Como é conseguido? Através da pressão, com as mãos e dedos, de pontos vitais do corpo, que ajudam a reequilibrar as nossas energias internas, para uma cura natural e progressiva. Aliás, Shiatsu é uma palavra japonesa que significa isso mesmo – pressão (“atsu”) com os dedos (“shi”).

De onde veio?

O Shiatsu tem as suas origens numa prática com mais de dois mil anos de existência – a “Tao Yin” – que, através de exercício físico, técnicas de respiração, massagens e meditação, procurava devolver ao organismo a fluição natural e “ki”, a “força da vida” que, aliás, rege a medicina oriental. Introduzida no Japão por volta do século VI, os japoneses aperfeiçoaram a técnica ao estudar e desenvolver um método muito próprio: o diagnóstico e tratamento abdominal. Conhecido durante muito tempo como “Anma”, o Shiatsu ganhou estatuto próprio ao distanciar-se da medicina propriamente dita e integrar as práticas de fisioterapia e de quiropraxia, aliada às técnicas de pressão exercidas sobre o corpo com recurso apenas aos dedos. No início do século XX, o terapeuta japonês Tamai Tempaku associou os conhecimentos modernos de anatomia e de fisiologia aos métodos de tratamento orientais antigos e obteve o primeiro esboço do Shiatsu como é hoje conhecido – o “Shiatsu Ryoho” deu mais tarde lugar ao “Shiatsu Ho” até ser simplesmente baptizado de Shiatsu. Em 1964, o governo japonês reconheceu o Shiatsu enquanto terapia independente e distinta, tanto da antiga “Anma”, como da massagem ocidental.

De que se trata?

Recorrendo à pressão dos dedos, o Shiatsu trabalha em cima dos canais de energia do corpo (meridianos), numa tentativa de equilibrar o fluxo da energia vital para a vida (o “ki” – que não vemos, mas sentimos), que pode estar bloqueado, em défice (“kyo”) ou em excesso (“jitsu”) no organismo. Ao normalizar o “ki”, devolve-se ao corpo a capacidade de se defender das doenças, garantindo assim, o seu funcionamento pleno. Isto é conseguido através dos movimentos manuais feitos nos cerca de 365 pontos de pressão, ou “tsubos”, que existem no corpo humano. Saiba que um meridiano com excesso de energia vai apresentar-se tenso e dorido, enquanto um meridiano com falta de energia vai apresentar-se suave e indolor.

A técnica

Curar com as mãos é a base do Shiatsu, cuja técnica é extremamente simples: o terapeuta utiliza os dedos, os polegares, as mãos e as palmas das mãos, os cotovelos e os joelhos para pressionar, alongar e massagar o corpo nos pontos adequados (“tsubos”) ou simplesmente através de movimentos rotativos com os braços ou pernas. As pessoas (e o corpo humano) respondem muito bem ao toque, principalmente se este for direccionado para as zonas carenciadas. E é precisamente isso que está por de trás da terapia Shiatsu – ajustar a estrutura física do corpo, assim como as suas energias interiores, de forma a prevenir as doenças e manter uma saúde de ferro.

Os 12 meridianos

Segundo a medicina oriental, a energia (“ki”) percorre o nosso corpo de cima a baixo e vice-versa, seguindo uma linha que se encontra dividida em 12 meridianos pares – simetricamente colocados em cada lado do corpo. São uma dúzia de áreas que, apesar de terem sido baptizadas com o nome do órgão que nela se encontra, possui características orgânicas, mas também psicológicas ou emocionais e que não estão relacionados exclusivamente com esse órgão. Se, por exemplo, o terapeuta lhe disser que o seu meridiano do coração necessita de tratamento, não quer dizer que o órgão-coração está doente, mas antes que precisa de apoio emocional. Existem ainda dois meridianos ímpares, duas “artérias” que percorrem o eixo do corpo – o vaso-anti-concepção (na parte anterior do corpo) e o vaso-governador (na parte posterior do corpo).

  1. Pulmões
  2. Mestre do Coração/Pericárdio/Circulação-Sexo
  3. Coração
  4. Intestino Delgado
  5. Triplo-Aquecedor
  6. Intestino Grosso e Fino
  7. Baço-Pâncreas
  8. Fígado
  9. Rins
  10. Bexiga
  11. Vesícula Biliar
  12. Estômago

O Shiatsu é ideal para:

Não sendo uma técnica que pode curar doenças sozinha, o Shiatsu é especialmente poderoso quando utilizado em conjunto com outras terapias orientais ou até convencionais. O seu principal objectivo é devolver ao doente elevados níveis de energia, regular e fortalecer o funcionamento dos órgãos, estimulando a resistência natural do organismo contra as doenças e outros problemas de sáude, quer físicos, quer emocionais ou psicológicos. Neste sentido, é mais correcto afirmar que o Shiatsu não cura, mas ajuda a curar, até porque concentra todos os seus poderes curativos na saúde e não na doença. Está indicado principalmente para:  

  • Dores de cabeça/enxaquecas
  • Dores de costa/coluna/pescoço/ombros
  • Dificuldades emocionais (depressão, baixa auto-estima…)
  • Stress/Tensão/Ansiedade
  • Cansaço/Fraqueza
  • Insónias
  • Distúrbios intestinais
  • Perturbações menstruais
  • Problemas respiratórios (asma, bronquite…)
  • Problemas reprodutivos
  • Sinusite
  • Constipações e tosse
  • Tensão muscular
  • Artrite
  • Lesões desportivas

Quais os seus benefícios?

O Shiatsu funciona como catalisador no processo de cura, sendo que a cura não é uma experiência imediata, mas sim um percurso contínuo. São muitos os benefícios desta terapia holística, destacando-se uma maior flexibilidade da pele e dos músculos, melhorias ao nível dos sistemas circulatório, digestivo, ósseo, endócrino e nervoso. O objectivo é criar um equilíbrio físico, mental e espiritual; e dotar a pessoa de um maior conhecimento e capacidade de leitura do seu próprio corpo, alertando-a para a importância de um estilo de vida harmonioso e saudável.

O que acontece quando acordamos nosso coração? | Chögyam Trungpa

“Quando acordamos desse modo o nosso coração, descobrimos com surpresa que ele está vazio. Temos a impressão de olhar o espaço sideral. O que somos nós? Quem somos nós? Onde está nosso coração? Se olharmos com atenção, nada veremos de tangível ou sólido. Claro, é possível encontrar algo muito sólido, se tivermos rancor contra alguém ou se estivermos possessivamente apaixonados. Esse, porém, não é um coração desperto. 

Se procuramos o coração desperto, se colocamos a mão no peito para senti-lo, nada encontramos – a não ser ternura. Sentimo-nos doloridos, e se abrimos os olhos para o mundo, reconhecemos em nós uma profunda tristeza. Uma tristeza que não vem de termos sido maltratados. Não estamos tristes porque nos insultaram ou porque nos consideramos pobres. Não. Essa experiência de tristeza é incondicional. Ela manifesta-se porque o nosso coração está absolutamente exposto. Nenhuma pele ou tecido o cobre – é pura carne viva. Mesmo que nele pousasse apenas um mosquito, nós nos sentiríamos terrivelmente tocados. A nossa experiência é crua; a nossa experiência é absolutamente pessoal.

O autêntico coração da tristeza provém da sensação de que o nosso inexistente coração está repleto. Estaríamos prontos para derramar o sangue desse coração, prontos para oferecê-lo aos outros. Para um guerreiro, é a experiência do coração triste e terno que dá origem à audácia, à coragem. Convencionalmente “ser destemido” significa não ter medo, significa replicar um murro, dar o troco. Aqui, entretanto, não estamos falando do destemor das brigas de rua. A verdadeira intrepidez é produto da ternura e sucede quando deixamos o mundo passar junto do nosso coração, o nosso belo e despido coração. Estamos dispostos a abrir-nos, sem resistência ou timidez, e a encarar o mundo. Estamos dispostos a partilhar nosso coração.”

Chögyam Trungpa, Shambala: A Trilha Sagrada do Guerreiro

5 Coisas sobre Reiki que um Reikiano deve saber.

Alguns reikianos não lhes foi explicado que o Reiki é muito mais do que uma técnica de cura e prevenção de doenças. Alguns acreditam que o Reiki serve apenas para tratar doentes ou pessoas com stress elevado. No entanto, desconhecem que o Reiki é bem mais do que isso. É difícil mensurar num texto todos os ensinamentos que fazem do Reiki uma energia tão especial. Porém, estes são os 5 principais ensinamentos que todo Reikiano deveria saber:

1º O Reiki não é apenas uma técnica, mas um caminho de Iluminação.

Quando iniciamos no Reiki, uma nova caminhada se inicia. O Reikiano começa a mudar os seus padrões de pensamento. É necessário que comece a interiorizar as suas emoções e pensamentos a fim de entender que devemos abrir a nossa mente, corpo e espírito para receber essa energia com o intuito de transcendermos mental e espiritualmente. 

O Reiki é um caminho de iluminação e de libertação da consciência. Quando o iniciado não compreende isso, o seu uso do Reiki torna-se limitado, pois é claro que a qualidade do tratamento depende mais do vaso do que o seu conteúdo. Quanto mais estiver aberto para o Reiki, mais o seu poder de cura estará agindo, tanto no curador como no receptor.

2º A Cura não é apenas física, mas também mental e espiritual.

Quando falamos em cura, pensamos apenas em doenças que são visíveis, como ansiedade, stress, preocupação, pressão alta, etc. Entretanto, esquecemos que muitas das nossas dores são causadas pelas doenças que temos na nossa alma.

O medo do novo, o sentimento de vingança oculto, a mágoa do passado, a culpa esmagadora e a baixa autoestima, são todas doenças que o Reiki cura a partir de uma nova sintonia de libertação desses sentimentos que aprisionam a nossa alma.

Quando somos tocados por essa energia, um novo caminho abre-se. O amor começa a vibrar, deixando a nossa vibração mais leve e serena, curando o nosso espírito e a nossa mente. Para que haja a cura é necessário que ela ocorra em todos os níveis do ser.

3º A Cura começa pelo Curador

A mestra Hawayo Takata dizia que a cura deve-se iniciar no curador, depois, esse deve realizar a cura na sua família para a partir desse momento, realizar a cura em pessoas fora da sua casa. O processo de 21 dias que deve ser realizado após cada sintonização, serve para que o iniciado alinhe a sua vibração com o Reiki, tornando-se um canal para a paz e o amor incondicional. Esse processo também é necessário para que o novo Reikiano possa incorporar essa prática no seu quotidiano, para que a cura dos traumas passados e pensamentos negativos ocorram no seu interior.

4º Os Símbolos são sagrados e devemos usá-los dessa maneira.

A popularidade do Reiki trouxe muitos benefícios para a humanidade. Cada vez mais hospitais e centros de tratamentos vêm aderindo a prática do Reiki. Contudo, isso também leva a uma banalização dos símbolos e das suas práticas. Existem cursos de Reiki “expresso”, onde o Reikiano é canalizado nos 4 níveis em apenas um fim de semana. Não digo que o Reikiano não seja capaz de utilizar o Reiki, mas ele não entenderá que o Reiki é um caminho e que precisa ser trilhado com um objectivo de procurarmos o despertar da nossa consciência. Que para utilizarmos o Reiki na sua potencialidade é importante trabalharmos sobre o canal que ele passa, ou seja, o próprio Reikiano. O Reikiano pode não entender que cada símbolo serve a um propósito muito específico e que o seu uso deve sempre ser ponderado e manuseado de maneira correcta. É necessário um acompanhamento ao iniciado, uma vez que instruções erradas podem frustrar os nossos esforços e nos desencaminhar do caminho do Reiki.

5º É fundamental conhecer sua Linhagem Reikiana

O conhecimento da linhagem que te leva até a fonte do mestre Mikao Usui é fundamental. Isso mostra o caminho percorrido até chegar a si.

Todo o Reikiano deveria saber essa linhagem para ter o sentimento de respeito e sagrado pelos mestres anteriores que passaram o Reiki até si.

Por essa razão se desconhece a sua linhagem, tem de começar a procurar. Isso lhe trará uma sensação de pertença e irá motivará a continuar nesse lindo caminho de doação e cura universal.

O Reiki fará tornar-se o responsável pela sua própria saúde e bem estar, libertará o curador perfeito que existe dentro de si e o que é em essência. O Reiki levará a saber quem realmente é, libertando a luz da sua consciência e o tornando um agente de cura, não apenas do corpo, mas do espírito e da mente.

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Slow Living. 7 formas para conseguir viver a vida mais devagar.

Num mundo que se move a uma velocidade atordoante, cada vez faz mais sentido falar sobre o movimento do Slow Living. Apesar de só se ter oficializado em 2014, os primeiros passos desta filosofia terá surgido nos anos 80, com um nome e conceito ligeiramente diferentes.

Apareceu com Slow Food, filosofia lançada pelo italiano Carlo Petrini, no momento em que a comida rápida e plastificada se veio instalar no mundo — e que teve como marco a abertura do primeiro McDonald’s, em Roma, Itália. O movimento, contra os produtos altamente industrializados, defende os sabores naturais, os ingredientes orgânicos, sazonais e locais. Teve um enorme impacto: angariou 78 mil apoiantes em 85 países do mundo (incluindo Japão, Austrália e Estados Unidos da América).

Entretanto, à medida que outros aspectos do quotidiano se foram tornando mais acelerados, esta filosofia foi-se alastrando, passando mesmo a fazer referência ao estilo de vida no seu todo. Mas foram precisos muitos anos: 20 anos depois, o movimento surge, oficialmente, com Carl Honoré, em 2014, com o livro  “In Praise of Slowness: Challenging the Cult of Speed”.

O slow living, como a expressão inglesa indica, refere-se a viver a vida mais devagar. Quer contrariar o sistema frenético das sociedades modernas, em que, devido à rapidez com que tudo se desenrola, ninguém olha para si ou sequer para os outros.

Assim, representa o contrário da rotina repleta de automatismos, onde se estimula o consumismo e se negligenciam os sentidos ou as emoções — consequências perigosas para a estabilidade da saúde mental. Slow living é ir em busca do equilíbrio, através de um abrandamento que deixa ver, ouvir, cheirar, tocar, sentir e reflectir.

Deixamos 7 estratégias e hábitos simples, amigos do slow living.

1. A natureza é a melhor amiga do slow living.

Trabalhar com uma horta, com a terra e com todos os produtos que nela nascem é a forma perfeita de ter um momento slow living. A natureza mostra-nos a importância dos timings, ao mesmo tempo que nos ajuda a desacelerar o nosso próprio ritmo. Aqui nada se tem imediatamente, cada coisa tem o seu próprio ciclo.

Arregaçar as mangas e trabalhar numa cultura — seja de ervas aromáticas, seja de abóboras, alfaces ou um tomateiro — tem um efeito quase meditativo: estamos concentrados naquilo que estamos a fazer, no famoso “aqui e agora”, a sentir o contacto directo com a terra e a despertar todos os nossos sentidos. Estamos entregues ao momento. Não é ao acaso que a horta é uma poderosa arma contra a ansiedade ou burnout. É que além disto tudo, permite-nos perceber e aceitar que não podemos controlar tudo, que o tempo é fundamental em todos os processos. Em casa ou numa empresa, uma horta só traz benefícios.

2. As actividades mindfulness.

Tal como o trabalho na horta, a meditação é uma forma de contrariar o estilo de vida rápido em que as sociedades se erguem. Daí os poderosos benefícios associados a esta prática. Seja em casa ou numa actividade (diária ou semanal) promovida pela empresa, esta prática é amiga do equilíbrio mental. Permite-nos reconectar com as nossas verdadeiras emoções, dar atenção ao que os nossos sentidos nos mostram. É a absoluta desaceleração e ligação ao nosso ciclo natural.

O yoga também é uma excelente forma de conseguir este efeito, juntando ainda a componente física, uma vez que também trabalha o corpo, alongando-o e fortalecendo-o.

3. Dê passeios na natureza.

Se caminhar no meio da cidade pode elevar os níveis de stress (são muitos carros, buzinas, trânsito, lixo, pessoas a passar cheias de pressa), andar a pé na natureza é uma verdadeiro deleite para os nossos sentidos e mente. Cheiramos, vemos, sentimos e ouvimos as flores, as plantas, a terra. Somos levados pelos seus ritmos naturais e contagiados pela sua calma e serenidade. Sentimos a biofilia, o efeito cientificamente comprovado que a natureza têm em nós — e que passa pela capacidade de nos fazer mais felizes.

4. Transformar rotinas em rituais é slow living.

Seja no acto de tomar banho, tomar o pequeno-almoço, vestir-se, pense naquilo que está a fazer, contrariando o automatismo frenético do quotidiano. Não negligencie estes momentos, que se repetem de dia para dia. Dê-lhes atenção e transforme-os em rituais. 

5. Faça a sua própria comida.

Esqueça a comida rápida e empacotada. O acto de cozinhar também tem um efeito relaxante, de atenção e de entrega, tal como tem o trabalho com a horta. Crie os seus cozinhados de raiz, trabalhando todos os ingredientes neles contidos – conseguindo depois saborear a comida de outra forma, distinguindo sabores e texturas. E, claro, tirando proveito de todas as vantagens de saúde nutritivas da comida verdadeira.

6. Não coma a correr.

Ainda no capítulo de refeições, não coma em frente à secretária ou de pé, num café. Aprecie a sua refeição sentado, mastigue com calma, aprecie os sabores e contrarie o acto de “despachar”. A comida e o acto de comer são demasiado importantes e bons para acontecerem a correr.

7. Esteja offline. 

Muito importante. Em todos estes momentos, sempre que possível, desligue-se das tecnologias e da esquizofrenia das notificações que nunca param. Esteja só consigo e com o que está à sua volta, atento ao que está a fazer. Desfrute verdadeiramente do momento. Estar desligado das tecnologias significa estar ligado a si mesmo.

Fonte

Budismo e o Ego | Tenzim Palmo

Os nossos problemas fundamentais são a ignorância e o agarrar do ego. Agarramo-nos à nossa identidade, enquanto uma personalidade, memórias, opiniões, julgamentos, esperanças, medos, conversa fiada —tudo gira à volta deste eu, eu, eu, eu. E acreditamos que esse eu é realmente uma entidade sólida e imutável que nos separa de todas as outras entidades lá fora. Isto cria a ideia de um eu permanente e imutável no centro do nosso ser, que temos de satisfazer e proteger. Isto é uma ilusão.

“Quem sou eu?”, esta é a questão central do Budismo. Está a ver? Geralmente o que fazemos é tentar proteger este falso eu, o meu, o mim. Pensamos que o ego é o nosso melhor amigo. Não é. Não tem interesse se estamos felizes ou infelizes. Na verdade, o ego fica muito feliz por estar infeliz. E temos de estar conscientes para não usar o caminho espiritual como outro canal para o ego — um maior, melhor, mais espiritual eu. Há práticas que podemos usar contra esta adulação do ego.Na companhia de pessoas muito doentes que estão sofrendo, podemos visualizar-nos a tomar a sua dor e sofrimento, sob a forma de uma luz ou nuvem escura, retirando a doença e karma negativos, e dirigindo-os para a pequena pérola negra do nosso egocentrismo. E começará a desaparecer, porque, realmente, a última coisa que o ego quer, são os problemas dos outros. Se nós próprios sentimos dor e sofrimento, podemos usá-lo. Estamos condicionados a resistir à dor. Pensamos nela como um bloco sólido que temos de empurrar, mas não é. É como uma melodia, que por trás existe um espaço imenso. Não estamos presos à roda da vida. Nós é que a agarramos com força, com as duas mãos.

Há uma história que sempre se conta sobre uma forma particular de aprisionar macacos na Índia. Toma-se um coco com um pequeno buraco. Por esse buraco, com tamanho suficiente para passar apenas a mão do macaco, coloca-se um pedaço de doce de coco. O macaco aproxima-se, sente o cheiro do doce, coloca a mão no buraco e agarra o doce. Ele fecha a mão para agarrar o doce. e dessa forma não consegue mais tirar a mão do coco. E então o caçador consegue capturar. Nada prende o macaco ali. Tudo o que ele precisava fazer era abrir a mão e estaria livre para fugir. Ele fica ali preso apenas por desejo e apego, que não o permitem seguir. É dessa forma que a nossa mente funciona. O problema não é o doce de coco. O problema é que não conseguimos soltar. Entendem? O problema não é o que temos ou o que não temos, mas o quanto nos agarramos às coisas.

Dalai Lama | Educar o Coração

O meu desejo é que, um dia, a educação formal preste atenção à educação do coração, ensinando amor, compaixão, justiça, perdão, atenção plena, tolerância e paz. Esta educação é necessária, desde o pré-escolar até ao ensino secundário e universitário. O que quero dizer é que precisamos da aprendizagem social, emocional e ética. Precisamos de uma iniciativa mundial para educar o coração e a mente nesta era moderna.Actualmente, os nossos sistemas educativos são orientados principalmente para valores materiais e para o treino do nosso conhecimento. Mas a realidade ensina-nos que não chegamos à razão somente pela compreensão. Devemos colocar maior ênfase nos valores internos. A intolerância leva ao ódio e à divisão. Os nossos filhos devem crescer com a ideia de que é o diálogo, e não a violência, a melhor forma de resolver conflitos.As gerações mais jovens têm uma grande responsabilidade de garantir que o mundo se torne num lugar mais pacífico para todos. Mas isso só se pode tornar realidade se educarmos não apenas o cérebro, mas também o coração. Os sistemas educativos do futuro deveriam dar maior ênfase ao fortalecimento das competências humanas, tais como o calor humano, o sentido de unidade, humanidade e amor. Vejo com maior clareza que nosso bem-estar espiritual não depende da religião, mas da nossa natureza humana inata – a nossa afinidade natural pela bondade, compaixão e cuidado pelos outros. Independentemente de pertencermos a uma religião, todos nós temos uma fonte fundamental e profundamente humana de ética dentro de nós mesmos. Precisamos de cultivar esta base ética partilhada. A ética, está fundamentada na natureza humana. Através da ética, podemos trabalhar na preservação da humanidade.A empatia é a base da coexistência humana. Acredito que o desenvolvimento humano depende da cooperação e não da concorrência. A ciência diz -nos isso.Precisamos de aprender que a humanidade é uma grande família. Somos todos irmãos e irmãs: fisicamente, mentalmente e emocionalmente. Mas ainda damos muita atenção às nossas diferenças, em vez darmos atenção às nossas semelhanças. Afinal, cada um de nós nasce da mesma maneira e morre da mesma maneira.

Se quisermos ajudar os outros | Thich Nhat Hanh

Ter espaço para ouvir com compaixão é essencial se queremos ser um verdadeiro amigo, um colega leal, um pai ou parceiro de verdade. Ninguém precisa ser um profissional de saúde mental para saber escutar bem. Na verdade, existem muitos terapeutas que não sabem ouvir, pois vivem repletos de sofrimento. Eles estudam psicologia durante vários anos, conhecem muito bem as técnicas, mas no fundo nutrem sofrimentos que não foram capazes de curar e transformar. ⠀

Ou talvez não tenham sido capazes de oferecer a si mesmos alegria e diversão, para assim equilibrar a dor que retiram dos seus clientes, e por isso não têm espaço para ajudar de maneira muito eficiente. As pessoas pagam um bom dinheiro a esses terapeutas, voltando semana após semana, sempre na esperança de cura… Mas nenhum conselheiro será capaz de ajudar se não conseguir ouvir a si mesmo com compaixão. Os terapeutas e conselheiros são seres humanos que sofrem como todo mundo. A sua habilidade de escutar os demais depende, em primeiro lugar, da sua capacidade de ouvir, com compaixão, a si mesmos. Se quisermos ajudar os demais, precisamos cultivar a paz interior. E essa paz nós criamos a cada passo, a cada respiração, para depois ajudar. Caso contrário, estaremos apenas fazendo com que os demais percam o seu tempo — e também o seu dinheiro, se formos profissionais do ramo. O que todos precisamos, num primeiro momento, é de tranquilidade e leveza, além de paz para o nosso corpo e espírito. E só então seremos verdadeiramente capazes de escutar o outro. Isso exige uma certa prática. Reserve um tempo, todos os dias, para ficar atento à sua respiração e aos seus passos, para trazer a sua mente de volta ao corpo… para lembrar que tem um corpo! Separe um tempo, todos os dias, para ouvir com compaixão a criança que carrega dentro de si, para escutar as pequenas coisas que clamam para serem ouvidas.

Depois, saberá como ouvir os restantes. ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀

* Passagem extraída do livro “Silêncio, o poder da quietude num mundo barulhento”.

Reiki é a terapia alternativa que ajuda mulheres com cancro.

O centro terapêutico Mamahelp, no Porto, vê no reiki a ajuda perfeita a mulheres com cancro. Duas centenas de mulheres já experimentaram o tratamento alternativo e integrativo à medicina convencional.

Maria Isabel Claro, de 75 anos, descobriu há mais de dez anos que sofria de cancro da mama, ao mesmo tempo, em que o “amor ” da sua “vida” atravessava a fase terminal de um cancro no pulmão. “Estava desnorteada, era o meu amor, nós fazíamos as nossas rotinas, e de repente, estava prestes a perder a pessoa que amo, detecto um cancro e levo no corpo da quimioterapia”, desabafa Isabel de olho brilhante.

Encontrou conforto na Mamahelp, uma instituição privada, localizada na rua da Constituição, no Porto, que ajuda, com terapias alternativas, mulheres com cancro. “Não me venham cá com coisinhas. Pôr as mãozinhas sobre o corpo e olha lá que já ficas bem, por favor”, ironiza Isabel que acabou por dar a mão à palmatória ao reiki como terapia de apoio ao seu bem-estar.

Maria isabel conta que foi numa aula de yoga que uma amiga também com cancro falou no reiki. “Estava outra. Falava com um gosto, uma verdade. Que se sentia bem. Que chegava a casa e tinha outra paciência para a família. Um sorriso. Tive mesmo de experimentar”. Depois da primeira sessão de reiki, o corpo de Isabel “voltou à ligeireza habitual, sem dores, tranquilidade”. “O que é me aconteceu?” questionou à terapeuta Ângela Feiteira, de 46 anos, que está desde o início do Mamahelp a tratar com reiki as pacientes. “Não sei! Resultou? Olha que bom!”, respondeu na ocasião Ângela. “Não sei mesmo”, confirmou parafraseando a sua mestre de reiki: “O reiki não se explica sente-se”. Ângela abandonou engenharia civil pela felicidade de se dedicar ao que acredita.

“O reiki é um trabalho de energia. Vejo como actua pelo feedback das pessoas com quem trabalho. Não sei o que acontece com as minhas mãos para lá”, amanha-se a explicar a terapeuta, acrescentando que “a energia flui, é a pessoa, os átomos as células que puxam a energia através do meu corpo para onde precisa”.

Artigo original do JN. Bem-haja à MamaHelp.

A Mente como o Espaço | Mingyur Rinpoche

“A consciência é como o espaço, não pode ser poluída pelas nuvens, não consegues escurecer o espaço, as nuvens, a terra, o sistema solar, as galáxias, não podes cortar o espaço, não pode queimar o espaço, o espaço é sempre puro e claro, sempre está lá.” – Mingyur Rinpoche

A natureza do espaço é sempre pura e limpa. A consciência é assim. E desta maneira, automaticamente eliminas o sofrimento. Porquê?

Porque normalmente, a nossa mente depende totalmente das coisas materiais externas: Forma, som, cheiro, sabor, sensação; cinco. E até mesmo pensamentos e emoções, não são materiais, mas, os pensamentos e as emoções estão sempre “saltando”, e todos estes fenómenos: forma, som, cheiro, sabor, sensação, pensamentos e emoções, estão sempre partindo e voltando, voltando e partindo.

Quando estás a conduzir numa rua esburacada… Como a rua é esburacada, a rua não é boa, também ficas saltando, bum, bum, bum, porque estas a “apoiar-te” na rua esburacada, então é claro que também irás “saltar”.

Acontece a mesma coisa se dependerem dos fenómenos que estão sempre alterando, aimpermanência, dependendo das circunstâncias. E ai a sua mente, ou a sua felicidade, torna-se como o mercado de acções, com altos e baixos, baixos e altos. Mas na verdade a consciência é como o espaço, está sempre consigo, então se puderes ficar com a sua própria consciência, a sua felicidade não fica nestes altos e baixos, se ficares com as nuvens, irás ficar nestes altos e baixos. Alguns dias, umas nuvens porreiras, alguns dias sem nuvens, outros dias nuvens péssimas com um furacão ou um tornado, e as vezes muito belo, com nuvens lindas. Por isso muda a toda hora. Mas se ficar com o espaço, não mudará.

Por isso dizemos que ‘Irás alcançar a liberdade da mente”.

Como mencionei anteriormente, a nossa mente é como uma bandeira ao vento, está sempre sendo soprada de um lado ao outro, sem controlo, não é livre, não tem liberdade.

E qual o significado de alcançar a liberdade da mente? Por exemplo, senão queres ficar furioso, mas a raiva vem, senão queres ficar chateado, mas ficas chateado, senão queres ficar deprimido, mas ficas deprimido, não quer se preocupar em demasia, mas a preocupação vem.

Normalmente a mente faz o oposto, queres algo e ela vai para a outra direcção, sabes? Isso é o que chamamos de não livre, a sua mente não tem liberdade. Como ser livre disso?

A única maneira é aprender a lidar com a sua mente, ou como praticar com a mente. Pois se tentares alcançar a verdadeira liberdade, a liberdade interna, procurando por coisas materiais externas, ou fenómenos externos, não ajudará.

Então como alcançar esta liberdade?

Através da prática da consciência. E a sua mente automaticamente ficará calma, pacífica, viável, maleável, o que nós chamamos de maleável ou fácil de manejar. Pacífica, alegre, espaçosa, estas são as experiências da meditação, não a essência da meditação. A essência da meditação é a consciência.

Mas claro que no começo é muito difícil, não apenas para todos, mas pra mim também. Mas ao praticar mais e mais, vai ficando cada vez melhor.

5 benefícios imediatos para darmos risos na vida.

Rir é sempre o melhor remédio! Além de ser um reflexo de bem-estar e auto-estima, o acto de sorrir também está directamente ligado à saúde física. Sim, uma boa gargalhada é considerada uma óptima opção de exercício aeróbico para se praticar diariamente, trazendo melhoras significativas ao corpo. Veja 5 vantagens imediatas para procurarmos levar as coisas menos a sério, com mais alegria e descontração, para melhorar a nossa qualidade de vida!

Sorrir é muito mais do que achar algo engraçado. O riso pode ser considerado um verdadeira actividade aeróbica por tonificar os músculos faciais e, até mesmo, aumentar a nossa frequência cardíaca. Apesar de, claro, não substituir exercícios quotidianos, uma boa risada ajuda a trazer mais alegria e leveza, tanto ao corpo como à mente. A personal trainer Ariane Villares explica:

“As actividades aeróbicas sāo actividades de longa duraçāo. Infelizmente, nenhuma pessoa consegue rir verdadeiramente sem parar por muitos minutos. Por isso, rir nāo substitui a prática de nenhum desporto ou exercício físico, como caminhar, correr, pedalar, nadar, etc. Eu, como educadora física, sempre recomendo que as pessoas experimentem realizar actividades físicas em grupo. Aulas colectivas sāo óptimos momentos para criar novas amizades, socializar, conversar e com certeza, consequentemente, dar boas risadas”, enfatiza a profissional, destacando, abaixo, os 5 principais benefícios de sorrir para a saúde:

5 bons motivos para sorrir no dia a dia

1 – Ajuda a reduzir a ansiedade: Quando sorrimos, aumentamos a produção de serotonina e a endorfina, hormonas ligadas ao bem-estar, prazer e felicidade, amenizando os sintomas de stress e ansiedade do dia a dia.

2 – Tonifica os músculos faciais: Ao sorrir, aliviamos as tensões do nosso rosto e melhoramos a elasticidade da nossa pele. Segundo estudos, quando damos uma boa risada, movimentamos cerca de 12 músculos e activamos a circulação sanguínea, suavizando os efeitos do envelhecimento, prevenindo as rugas e flacidez da pele.

3 – Ajuda a melhorar a autoestima: É hora de dar mais risos e não levar tudo tão a sério! Sorrir é tornar os dias mais leves e não se importar tanto com as limitações ou as adversidades do dia a dia, isso melhorará o seu humor, elevará a auto-estima e tornará tudo mais fácil e prazeroso de realizar.

4 – Estimula a circulação sanguínea: Fortalece as artérias e os músculos cardíacos, já que o nosso coração bombeará o sangue com mais energia. A circulação do rosto também será beneficiada já que o movimento dos músculos estarão ativos!

5 – Melhora o funcionamento do cérebro: Sorrir estimula a produção de endorfina, além de fazer com que o pulmão inspire e expire o ar com mais rapidez, levando oxigénio para o nosso corpo. Uma boa risada pode ajudar a desenvolver a criatividade e desenvolver os pensamentos com mais clareza.

O sorriso contagia e traz benefícios também para as pessoas ao nosso redor! Ou seja: “Gentileza gera gentileza”! Pois é, sorrisos atraem sorrisos e geram mais sorrisos ainda! Afasta as energias negativas, relaxa, descontrai e acalma. Sorrir é também uma forma agregadora que faz bem ao nosso coração e às pessoas que nos rodeiam!

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