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7 Conselhos do Budismo para a Vida Profissional.

Aprenda de que maneira o budismo pode ajudar-te a evitar rumores e comentários, receber um feedback negativo e ainda como reagir à perda do emprego.

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O exemplo é o livro “Buda e o Executivo – lições valiosas da sabedoria budista para a sua carreira, prosperidade e sucesso”. A obra, escrita pelo teólogo Franz Metcalf e pela executiva de negócios BJ Gallagher, traz dicas baseadas em ensinamentos budistas para profissionais de qualquer área.

Com prefácio do Dalai Lama, a obra apresenta lições de liderança, autoestima e qualidade de vida no trabalho. Além disso, trazem ainda questões no trabalho como a forma de se relacionar com colegas, clientes e chefes; de que forma reagir à perda do emprego, evitar conversas e rumores, e até mesmo a maneira mais adequada de reagir a um feedback negativo ou positivo.

Anote as dicas!

Perdeu o emprego recentemente? Uma das noções budistas afirma que as coisas são impermanentes, ou seja, tudo está sempre em processo de mudança e nada é fixo. E, mostram os autores, isso também diz respeito ao seu emprego. “Não leve a coisa para o lado pessoal. Todos os empregos são impermanentes. O seu emprego não é seu e nem de ninguém. Para superar isso cerque-se de amigos e parentes que possam apoiar-lo e estimulá-lo nesses momentos difíceis”, recomendam.

Quer mais? Está com dificuldades de alcançar as suas metas? “A doutrina de Buda diz que devemos manter um foco preciso, como laser sobre nossa visão e objectivo. Ele ensina-nos que focar a atenção na meta desejada e abandonar obstáculos internos é tudo de que precisamos para o sucesso. Direccione a sua mente para as suas metas. Analise quais posturas mentais são boas para si. Adopte-as. Não se distraia com posturas mentais inúteis. Nunca abandone os seus esforços”, explicam Franz Metcalf e BJ Gallagher.

O livro, reforçam os autores, é para pessoas que desejam aplicar a sabedoria budista às situações no trabalho. “O budismo tem proporcionado uma base espiritual há milénios para a vida quotidiana de milhões de pessoas pelo mundo. Mas será que o budismo tem algo a nos oferecer, sejamos budistas ou não, no actual mundo de trabalho? Tem e é o que apresentamos nesse livro”, completam.

Como o Budismo pode ajudar-te a destacar-se no trabalho

Se quer ganhar destaque onde trabalha, segundo o budismo, em primeiro lugar, esqueça a bajulação!

Para ser um bom funcionário comece fazendo um óptimo trabalho. Uma dica é “se levantar” e começar a fazer o que deve ser feito antes mesmo do seu chefe e parar de trabalhar depois dele.

Não há mal nenhum em chegar ao trabalho um pouco antes da hora. Mostrar disposição para ficar um pouco mais, a fim de terminar algumas pendências ou para ajudar um colega, é uma excelente maneira de mostrar que pode ir um pouco mais além.

Como o budismo pode ajudar a evitar rumores e conversas de mal-dizer.

A fala correta, como não mentir, não usar palavras ásperas ou falar em vão, por exemplo, faz parte dos princípios budistas.

Por isso, a especulação inútil e a pura tagarelice no trabalho quase sempre são destrutivas. Num ambiente assim é impossível ter confiança.

Fofocas e rumores criam um clima organizacional onde todos se sentem inseguros. As pessoas comunicam-se com hesitação porque ficam preocupadas com aquilo que possam estar dizendo às suas costas.

Os rumores e a preocupação absorvem um tempo que poderia ser gasto na solução de problemas, no cultivo de novas ideias ou na exploração de novos mercados.

 

Dica budista para alcançar suas metas

A doutrina budista defende que devemos manter um foco preciso, como se fosse um laser sobre a nossa visão e objectivo.

Ela ensina-nos que focalizar a atenção na meta desejada e abandonar obstáculos internos é tudo o que precisamos para o sucesso.

Portanto, direccione a sua mente para as metas desejadas. Analise quais posturas mentais são boas para si e adopte-as.

Não se distraia com posturas mentais inúteis. Não abandone seus esforços se você não alcançar alguma meta profissional.

Lembre-se de que nada é permanente e que esta fase “ruim” vai passar, dando novas chances para realizar os seus objectivos.

Lição budista sobre encontrar um trabalho novo

Mantenha contacto com a sua rede de colegas, amigos e familiares. A interdependência [dependência] é um ensinamento budista tão importante quanto a impermanência [o que não é permanente].

Até os monges precisam de viver em comunidade, em relacionamentos, em parcerias, em ligação com outras pessoas. Quando interage com as outras pessoas faz com que elas saibam da sua situação.

Se quer mudança na carreira, largue o que te faz sentir mal. Siga em frente e procure alguma coisa nova. Fique tentando isso até descobrir o que funciona para si.

O que fazer ao receber um feedback negativo?

Se há uma coisa que a maioria das pessoas não apreciam é uma crítica negativa. Magoa os nossos sentimentos e não estamos preparados para ouvi-la.

Devemos abrir mão desse ego para perceber que há valor em ouvir um feedback dos outros, principalmente quando não pedimos por ele. Se cedermos para a mágoa não vamos aprender com ninguém.

O budismo ensina que, mostrando gratidão, vamos aprender com todo mundo. Se quisermos mesmo ser sábios devemos considerar todos como nossos professores.

As lições mais importantes que precisamos aprender podem vir das fontes mais improváveis. Por isso, ouça com atenção quando alguém der um conselho.

O que fazer quando surgir um conflito com um colega de trabalho?

A paz numa equipa é vital para o bem-estar dos indivíduos e do grupo. Culpar outra pessoa não trará benefício algum e só vai piorar as coisas.

Quando surgir um conflito na equipa, pergunte-se: como foi que eu contribui para esta situação? Se assumir o problema, começa a assumir esta solução.

Pense no que pode fazer para melhorar as coisas, sem se preocupar com que a outra pessoa está fazendo.

Segundo as lições budistas, conflitos são óptimas oportunidades de auto-conhecimento e crescimento interior.

Lição budista para quem perdeu o emprego

Perdeu o emprego? Não leve a coisa para o lado pessoal.

De acordo com o budismo, nada é permanente. Logo, todos os empregos também não são.

Para superar esta fase, cerque-se de amigos e parentes que possam apoiar-te nesse momento. E faça isso por si mesmo.

Lembre-se de que, assim como os empregos vêm e vão, o desemprego também. E, junto com o velho trabalho, abra mão de premissas, limitações e condicionamentos antigos adquiridos no mundo profissional que emperram o seu crescimento.

 

7 Frases Budistas que dão que pensar.

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Qual é o segredo da Filosofia Budista?

A simplicidade de como são transmitidas mensagens cheias de sabedoria, que permitem realmente melhorar a nossa qualidade de vida, é o que faz com que essa filosofia ou religião perdure ao longo do tempo e continue ganhando seguidores.

Para entendê-la e abraçar seu verdadeiro significado, não precisamos nos tornar seguidores da religião. Somente precisamos abrir o nosso coração e nossa mente, mantendo sempre a esperança.

Apresentamos algumas das melhores frases budistas que vão mudar a sua vida:

1. A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.

Levando em consideração que as pessoas só podem nos magoar se souberem que damos importância, evitar o sofrimento inútil pode consistir, simplesmente, em dar um passo para trás, em desligar emocionalmente e ver as coisas sob outra perspectiva.

Isso requer prática e tempo, mas vale a pena carregar consigo esta grande aprendizagem. Como guia, outra frase budista dá-nos uma pista de como começar: “Tudo o que somos é resultado do que pensamos; está baseado em nossos pensamentos e está feito deles”.


2. Alegre-se porque todo lugar é aqui e todo momento é agora.

 Costumamos pensar apenas no passado ou estar excessivamente preocupados com o futuro. Isso nos impede de viver o momento e faz com que nossas vidas passem sem que tenhamos consciência disso. O budismo mostra-nos o aqui e o agora. Portanto, devemos aprender a estar plenamente presentes e desfrutar cada momento como se fosse o último.

3. Cuide do seu exterior tanto quanto cuida de seu interior, pois tudo é um só.

Para encontrar um verdadeiro estado de bem estar, é imprescindível que a mente e o corpo estejam em equilíbrio. Não concentrar muito no aspecto físico e, reciprocamente, no aspecto interior, ajudará a sentirmo-nos mais plenos e conscientes do aqui e do agora, facilitando, assim, uma plenitude emocional mais valiosa.


4. Vale mais a pena usar chinelos do que cobrir o mundo com tapetes.

Para encontrar nossa paz interior, precisamos ser conscientes dos nossos potenciais pessoais e aprender a doseá-los, assim como os nossos recursos. Desta forma, viveremos um verdadeiro crescimento e evolução.


5. Não magoe os outros com o que te causa dor.

Essa frase é uma das máximas do budismo, e permite eliminar quase todas as leis e mandamentos morais actuais na nossa sociedade. Tendo um significado parecido com o da frase “não faça com os outros o que não gostaria que fizessem contigo”, esta quinta reflexão vai muito além, já que consiste num profundo conhecimento de nós mesmos e numa grande empatia para com os demais.


6. Não é mais rico aquele que mais tem, senão aquele que menos necessita.

O nosso desejo de ter sempre mais, tanto no plano material, como no emocional, é a principal fonte de todas as nossas preocupações e desesperanças. A máxima do budismo baseia-se em aprender a viver com pouco e aceitar tudo aquilo que a vida nos dá no momento. Isso nos proporcionará uma vida mais equilibrada, reduzindo o stress e muitas tensões internas.

O facto de desejar mais coisas a todo o tempo indica somente falta de segurança, e mostra que nos sentimos sós e que precisamos preencher estes vazios. Sentirmo-nos a vontade com nós mesmos nos permite deixar para trás a necessidade de não ter que demonstrar nada.


7. Para entender tudo, é preciso esquecer tudo.

Estamos, desde pequenos, imersos numa contínua aprendizagem. Na infância, o nosso mapa mental ainda não está desenhado, o que nos faz sermos abertos a “tudo” e à capacidade de entender qualquer coisa, pois não sabemos julgar.

Mas a medida em que crescemos, a nossa mente enche-se de restrições e normas sociais que dizem-nos como devemos ser, como devem ser as coisas, e como devemos comportar, inclusive o que devemos pensar. Nos tornamos inconscientes de nós mesmos, então nos perdemos.

Para mudar e ver as coisas sob uma perspectiva mais saudável para nós, precisamos aprender a desligar das crenças, dos hábitos e das ideias que não provêm do nosso coração. Para isso, esta frase budista servirá para começar o processo: “No céu não há distinção entre leste e oeste, são as pessoas quem criam essas distinções na sua mente e então acreditam ser a verdade”.

 

Porque é que os Budistas veneram Buda ?

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Buda não é venerado porque os seus devotos o vêem como um Deus para venerar , mas sim porque ele é o melhor professor, a personificação da iluminação. A palavra sânscrita Buda significa “o desperto ou iluminado”, aquele que percebeu a verdade. Em tibetano, a palavra que é traduzida, Sang-gyé, tem duas sílabas, “sang”, que significa que ele tinha “dissipado” tudo o que era negativo e que obscurece a sabedoria e “despertado” a partir da noite escura da ignorância, e “gyé” que significa que ele tinha “desenvolvido” tudo  o que de facto era positivo, todas as qualidades espirituais e humanos que existem, que podem ser condensadas em sabedoria e compaixão.

 

Matthieu Ricard

É isso o que acontece quando monges budistas decidem dançar !

Um grupo de budistas surgiu em Nova Iorque! Ninguém esperava o que eles fariam ali naquela praça, talvez para meditar?? De repente eles começam uma dança sensacional que surpreende a todos…
Esses 4 monges decidiram dançar Break para homenagear um amigo, mais conhecido como MCA, também budista e membro do grupo de rap Beastie Boys que morreu há algum tempo atrás… Para isso praticaram alguns passos e o resultado pode conferir no vídeo.

As 10 Mulheres Budistas que deveria conhecer

O Budismo que é praticado no Ocidente nos dias de hoje chegou-nos principalmente através de instrutores homens. Já as instrutoras mulheres da doutrina budista, mesmo que sempre tenham feito parte da história da transmissão da sabedoria e da compaixão de Buda, dificilmente são reconhecidas, e até mesmo incluídas nos registos históricos. Elas são tão talentosas e compreensivas quanto os instrutores mais famosos, mas razões culturais relegaram-nas a um segundo plano. Ainda nos dias de hoje, quando as mulheres alcançaram definitivamente o reconhecimento de suas capacidades em todas as actividades humanas, as instrutoras budistas da Ásia são menos valorizadas, menos respeitadas e recebem apoio financeiro inferior àquele oferecido aos homens. Contudo, no Ocidente as mestras budistas já possuem o mesmo tratamento que os mestres, e mesmo nas linhagens onde a aceitação do papel feminino é mais lenta, esta situação vai alterando gradualmente. E ainda que a sua humildade muitas vezes não as deixem aceitar o título de mestras (já que verdadeiro mestre é o Buda), apresentamos hoje uma lista com as 10 mulheres budistas que deveria conhecer.

Mahapajapati Gotami

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Mahapajapati Gotami foi a fundadora da Ordem das Monjas. Ela foi a mãe adoptiva de Buda, bem como sua tia, já que era irmã de Mahamaya, a mãe de Sidarta Gautama. O rei Suddodhana casou-se com as duas irmãs, a mais velha Maya e a mais jovem Gotami. Quando a rainha Maya morreu no sétimo dia do nascimento do príncipe Sidarta, sua irmã Gotami se tornou a rainha e a sua mãe adoptiva.

Ela sentiu-se muito mal e solitária quando o príncipe Sidarta, seu filho Rahula e seu próprio filho Nanda tornaram-se monges e renunciaram à vida material por uma vida espiritualmente elevada. O próprio rei Suddhodana já tinha morrido após ter alcançado o grau de Arahat, e a ordenação se tornou uma ideia muito importante para ela. Então, Gotami aproximou-se de Buda em sua visita à Kapilavathu e pediu à ele a devida permissão para formar a Ordem das Monjas. Buda, no entanto, recusou o seu pedido por três vezes. Muito abatida, ela resolveu retornar ao seu lar. Logo, cerca de 500 mulheres se reuniram em torno dela, já que elas também sentiam a necessidade da ordenação. Mais tarde, ela decidiu realizar uma peregrinação em penitência, ao que foi seguida pelas 500 mulheres. Todas sofreram muito, o que fez com que Buda finalmente aceitasse ordená-la, estando Mahapajapati com 120 anos de idade, mas sem sinais aparentes de envelhecimento. No seu funeral, Buda declarou que Mahapajapati fora uma das mais elevadas Arhats entre seus discípulos.

Nancy Wilson Ross

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Nancy Wilson nasceu em Olympia, a capital do estado norte-americano de Washington, em 1901. Três anos após se licenciar na Universidade do Oregon, em 1924, ela casou-se com Charles W. Ross. Em 1942 ela casou-se novamente com o editor e dramaturgo Stanley Young . Já em 1924 ela publicava novelas que ilustravam a experiência e o desenvolvimento do auto-conhecimento, bem como o crescimento espiritual de seus personagens. Depois de muitos anos de interesse nas religiões e artes da Ásia, os seus últimos três livros introduziram o Budismo aos leitores ocidentais. Ross fez parte da directoria da Sociedade da Ásia desde a sua fundação por John D. Rockefeller III em 1956 até 1985. Ela participava de muitos círculos de amizade, entre eles de académicos, de artistas, dançarinos e actores, e de intelectuais nova-iorquinos. Após a morte de seu marido Stanley Young em 1975, Nancy Wilson Ross envolveu-se ainda mais profundamente com o Budismo. Durante os últimos dez anos de sua vida, um dos membros do centro zen de São Francisco compartilhou com Nancy a sua casa e ajudou-a a organizar seus escritos. Ela faleceu no estado norte-americano da Flórida, em 1986.

 

Monja Coen Sensei

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Nascida em 1947, como nome de Cláudia Dias Baptista de Souza, a Monja Coen Sensei é uma monja zen budista brasileira e missionária oficial da tradição Soto Shu com sede no Japão. Ela também é a Primaz Fundadora da Comunidade Zen Budista criada em 2001 com sede em Pacaembu, São Paulo. O seu pai era filho de portugueses e sua mãe oriunda de família paulista de grandes proprietários de terra. Monja Coen é prima de Sérgio Dias, mais conhecido por seu trabalho com a banda Mutantes. A sua educação religiosa começou no cristianismo, mas em 1983 ela passou-se a dedicar aos estudos no centro zen de Los Angeles, de onde pouco tempo depois partiu para o Japão, para se converter ao budismo no Convento Zen Budista de Nagoia. Antes de ser religiosa foi repórter em diversos jornais do Brasil. Monja Coen regressou ao Brasil em 1995, e passou a coordenar as actividades no Templo Busshinji, tornando-se a primeira mulher e a primeira monja de descendência não-japonesa a assumir a Presidência da Federação das Seitas Budistas do Brasil. Ela é conhecida por fazer palestras, participar de reuniões e diálogos inter-religiosos e promover a Caminhada Zen em parques públicos, projecto com objectivos ambientais e de paz.

 

Alexandra David-Néel

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Alexandra David-Néel, pseudónimo de Louise Eugénie Alexandrine Marie David, nasceu em Paris em 1868, e foi uma famosa escritora espiritualista, budista, anarquista, reformadora religiosa e exploradora francesa. Os seus ensinamentos influenciaram os escritores Jack Kerouac e Allen Ginsberg, além do filósofo Alan Watts. Um dos seus maiores feitos foi ter viajado durante 14 anos por todo o Tibete, tendo sido reconhecida como a primeira mulher europeia a ser consagrada Lama. Nas suas viagens aprendeu as técnicas do tumo, que promove o aquecimento corporal por meio da meditação, e da criação de tulpas, criaturas imaginárias que, segundo os monges budistas, chegariam quase a se materializar no mundo real. Nos anos de 1890 e 1891 ela viajou pela Índia, retornando apenas quando ficou sem dinheiro. Em 1911, viajou novamente à Índia para continuar seus estudos budistas. Ela foi convidada para o monastério real de Siquim, nos Himalaias, onde se tornou a confidente e conselheira espiritual do príncipe Sidkeong. Ela ainda encontrou-se com o 13° Dalai Lama duas vezes em 1912, e fez à ele muitas perguntas sobre a doutrina budista, algo inusitado para uma mulher europeia naquele tempo. Entre 1914 e 1916 Néel viveu em uma caverna em Siquim junto com Aphur Yongden, um jovem monge que se tornou seu companheiro de viagens por toda a vida. Engajada no seu desenvolvimento espiritual, Néel ainda viajou ao Japão e retornou ao Tibete, para voltar à França em 1946. Ali, ela continuou a estudar e a escrever até completar 101 anos de idade. De acordo com sua última vontade, suas cinzas e as de Yongden foram misturadas e atiradas ao rio Ganges em 1973 em Varanasi, por sua amiga Marie-Madeleine Peyronnet.

Pema Chödrön

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Pema Chödrön, nascida em 1936 como Deirdre Blomfield-Brown, é uma das mais notáveis figuras norte-americanas no Budismo Tibetano. Monja ordenada e escritora prolífica, ela é discípula de Chögyam Trungpa Rinpoche, e também professora na linhagem do Budismo Shambala, fundado por Trungpa. A sua vida de instrutora budista é bastante agitada. Ela conduz encontros, seminários e retiros de meditação por toda a Europa, na Austrália, e através da América do Norte. Ela vive na Abadia Gampo, um mosteiro canadiano, onde também ensina a doutrina budista. Após seu segundo divórcio, Chödrön passou a estudar com o Lama Chime Rinpoche nos alpes franceses. Ela tornou-se monja budista em 1974 enquanto estudava com ele em Londres. A sua ordenação como monja está relacionada às linhagens Mulasarvastivadin e Dharmaguptaka.

 

Sarah Harding

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Sarah Harding é uma Lama e instrutora budista da tradição Shangpa Kagyu do Budismo Tibetano. Desde o ano de 1972 ela foi estudante e tradutora de Khyabje Kalu Rinpoche, um dos primeiros professores tibetanos a ensinar o Budismo no Ocidente. Em 1980, sob a orientação de Kalu Rinpoche, Sarah completou seu primeiro retiro tradicional Kagyu para ocidentais com duração de três anos. Actualmente ela trabalha como professora, tradutora e intérprete. Sarah é professora do Departamento de Estudos Religiosos da Universidade de Naropa, desde 1992. Ela mora em Boulder, no estado norte-americano do Colorado, junto com suas duas filhas. O seu projecto actual é a tradução de textos budistas tibetanos como membra da Fundação Tsadra. Além disso, Sarah Harding está escrevendo um livro sobre Niguma, uma professora budista que viveu no século XI, e cujos ensinamentos constituem o núcleo da linhagem Shangpa Kagyu. Um de seus trabalhos consiste no restabelecimento da ordenação completa para monjas na ordem Mulasarvastivadin, à qual tradicionalmente pertence todo o monasterial budista tibetano. Pema Chödrön é membro do Comité de Monjas Ocidentais, formado em 2005. Um tema central em seus ensinamentos é o shenpa, palavra tibetana para “apego”, o qual ela interpreta como raiva, baixa auto-estima ou vícios.

Dorje Pakmo

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Dorje Pakmo é a reencarnação da consorte de Heruka, uma das chamadas divindades iradas. Ela é a mais elevada encarnação feminina no Tibete, e a terceira mais alta no ranking da hierarquia lamaísta, logo após o Dalai Lama e o Panchen Lama. O seu templo, chamado de lugar da meditação extravagante, é único em muitos sentidos, especialmente pelo facto de metade de seus habitantes ser composta de monges e a outra metade de monjas, enquanto a chefia do mosteiro sobre todos os seus ramos era, e continua sendo, uma mulher. A primeira encarnação de Dorje Phagmo, Chokyi Dronma, era uma princesa do reino de Gungthang, no século XV. Ela casou-se com o príncipe de Lato, uma casa real que apoiava as práticas espirituais da tradição Bön. Após a morte de sua única filha, Dronma renunciou a sua família e sua realeza para se tornar budista em 1442. Nos dias de hoje, as encarnações sucessivas de Dorje Pakmo são tratadas com privilégios reais e, assim como no caso do Dalai Lama e do Panchen Lama, podiam viajar na liteira ( Cadeira Especial ). Ao contrário das demais monjas, Dorje Pakmo podia usar cabelos compridos, mas não podia nunca dormir deitada; de dia ela podia dormir sentada, e à noite deveria permanecer em posição de meditação. Sua actual encarnação, a 12ª de sua linhagem, ainda vive em Lhasa, onde é conhecida como a Buda Vivente.

 

Thubten Chodron

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Thubten Chodron é uma monja budista tibetana norte-americana e uma figura central no restabelecimento da ordenação de mulheres. Ela é aluna do 14° Dalai Lama, de Tsenzhap Serkong Rinpoche, de Thubten Zopa Rinpoche entre outros mestres tibetanos. Nascida em 1950, Chodron cresceu numa família de judeus não praticantes em Los Angeles, no estado norte-americano da Califórnia. Ao fazer um curso com o Lama Yeshe e o Lama Zopa Rinpoche em 1975, ela ficou inspirada para estudar e praticar o Budismo Tibetano num mosteiro no Nepal. Em 1977 ela recebeu a ordenação como noviça e em 1986, viajou para Taiwan para receber a ordenação completa como monja. Chodron vem estudando e praticando o Budismo na Índia e no Nepal, e por três anos no Mosteiro Dorje Pamo, na França. Ela foi Directora por dois anos do programa espiritual no Instituto Lama Tzong Khapa na Itália, Professora Residente no Centro Budista Amitabha, em Singapura, e dez anos como Directora Espiritual e Professora Residente da Fundação Dharma Friendship, em Seattle. Além disso, Chodron escreveu inúmeros livros e artigos, levando a tradição e a prática budista para uma linguagem acessível ao Ocidente.

Khandro Rinponche

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Khandro Rinpoche é um exemplo muito raro de Lama Budista feminina. Nascida em 1967, em Kalimpong, Índia, Khandro é filha de Mindrolling Trichen, o director da mais antiga escola budista, chamada Nyingma. Aos dois anos de idade, ela foi reconhecida como a reencarnação de Khandro Ugyen Tsomo, a Grande Dakini de Tsurphu, uma das mais conhecidas mestras budistas de seu tempo. Khandro Urgyen Tsomo era a consorte do 15th Gyalwa Karmapa Khakyab Dorje e uma encarnação de Yeshe Tsogyal, ninguém menos que a própria consorte do grande mestre tântrico indiano Padmasambhava. O seu nome, portanto, é na verdade um título, pois Khandro é a palavra tibetana para Dakini, e Rinpoche um título reservado aos Lamas que encarnam voluntariamente, e que significa “aquele que é precioso”. Ela é professora das escolas Kagyu e Nyingma de Budismo Tibetano. Khandro fala fluentemente o inglês, o tibetano e dialetos hindis, e recebeu educação ocidental na Índia. Desde 1987 ela vem ensinando em vários países da Europa, na América do Norte e na Ásia.

 

Cheng Yen

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Cheng Yen é uma monja budista taiwanesa, professora e filantropa. A sua generosidade a fez ser conhecida como a “Madre Teresa da Ásia”. Em 1966, ela fundou a Fundação Tzu Chi, cujo lema é “educar o rico e salvar o pobre”. Mais tarde, a Instituição cresceu e hoje actua até mesmo na protecção ambiental. Quando tinha anda 23 anos de idade, o seu pai morreu repentinamente de uma hemorragia no cérebro. Foi na busca por um lugar para enterra-lo que Cheng Yen entrou em contacto pela primeira vez com o Budismo. Com a morte de seu pai, ela tornou-se responsável pela administração do património da família. Contudo, ao decidir-se tornar uma monja, Cheng Yen teve que fugir de casa para o templo, com medo que a sua mãe jamais permitisse a sua partida. Na sua primeira tentativa de fuga, a mãe a encontrou três dias depois e a trouxe para casa. Na sua segunda tentativa, ela viajou pela porção oriental de Taiwan junto com uma amiga monja, chamada Mestra Xiūdào. Ela seguiu um caminho não-tradicional para se tornar monja, viajando por dois anos com a Mestra Xiūdào. Ela até raspou a cabeça antes mesmo de ser ordenada monja oficialmente. Hoje, apesar de já ter passado dos 70 anos de idade, ela não diminuiu o seu ritmo de trabalho. Ela transmite diariamente um programa de 25 minutos onde entrega ensinamentos e fornece inspiração. À noite, mais uma transmissão de 12 minutos. Cheng Yen supervisiona pessoalmente os projectos da Fundação Tzu Chi, fazendo viagens mensais por Taiwan para oferecer suporte aos voluntários. Apesar da posição que ocupa, Khandro não exerce um feminismo à moda ocidental. Ao invés disso, ela convida os seus alunos a mergulhar profundamente e desprovidos de egoísmo, nas questões de género, de modo a não se tornarem num escravo da dualidade masculina e feminina. Desta forma o ser humano é capaz de abraçar o seu género e agir sem a confusão e o ressentimento típicos no Ocidente. Ela é conhecida pelos seus trabalhos de restabelecimento da linhagem monástica feminina, de cultivo do diálogo inter-religioso e de ensino do Darma nas prisões. O seus ensinamentos enfatizam a aplicação prática do Budismo na vida quotidiana, e é muito respeitada por fazer tais conceitos serem entendidos pelos ocidentais.

Fonte: SGI

Três monges budistas presos por comprarem e libertarem 300 iaques

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As autoridades chinesas prenderam três monges tibetanos por libertarem 300 iaques. Segundo a Radio Free Asia, os religiosos compraram os bovinos antes de serem levados para um matadouro, numa prática budista conhecida como ‘libertação de vidas’.

Três monges tibetanos foram presos, pelas autoridades chinesas, após terem libertado 300 iaques. De nada valeu aos religiosos explicaram que eram os legítimos proprietários dos bovinos.

De acordo com a notícia avançada pela Radio Free Asia, Ringpu (de 50 anos), Yutruk (51) e Salshap (47) tinham comprado os iaques a um matadouro local, na província de Qinghai.

Um religioso do mosteiro budista de Golog Gangshar referiu que os três monges foram detidos a 6 de fevereiro e levados para o condado de Banma, onde ficaram “presos por ter salvo aproximadamente 300 iaques, comprando-os do matadouro”.

A mesma fonte acrescentou que “os três monges estão no mosteiro desde os dez anos de idade” e assumem cargos de responsabilidade: “Ringpu era o chefe e teve a experiência de trabalhar como coordenador de disciplina no mosteiro durante seis anos”.

Um dos pilares do budismo é o respeito pela vida, o que leva os praticantes a realizarem, regularmente, iniciativas de ‘libertação de vida’, devolvendo animais à condição natural.

Só que, para as autoridades chinesas, tratou-se de um caso de rebelião. O regime pretende evitar a repetição de protestos, organizados por tibetanos, contra a crescente construção de matadouros na província, tanto mais que a maioria pertencem a empresários ou gruos chineses.

“Os matadouros são claras ofensivas às crenças dos budistas e estes têm aderido ao protesto”, adiantava, ainda em 2007, um relatório da organização Human Rights Watch: “para os pastores tibetanos, os matadouros também refletem o influxo de empresários chineses”.

O mesmo documento revelava a existência de uma pressão, por parte de entidades chinesas, sobre os habitantes da província: “os moradores das áreas em que estes incidentes [os protestos] ocorreram afirmam terem sido intimados a doar animais para que fossem mortos”.

“Em alguns casos, os protestos locais foram liderados por figuras religiosas e levaram a prisões e violência”, conclui o relatório da Human Rights Watch.

 

Houve ainda denúncias, na maioria não oficiais, de casos de iaques à guarda de tibetanos que foram roubados por ordem dos donos de matadouros.

Fonte: PTJornal

Dalai Lama: “Precisamos ser budistas do século 21″

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O líder espiritual tibetano, o Dalai Lama, 77 anos, encorajou seus seguidores a serem budistas do século 21, e disse que prefere construir centros de aprendizagem do que mosteiros e templos. O laureado com o Prémio Nobel da Paz ressaltou que a prática budista consiste em usar nossa inteligência ao máximo e transformar nossas emoções. Disse também que o Budismo está crescendo na medida em que mais e mais cientistas estão focando no manejo das emoções pela mente.
“O espírito tibetano vem do Budismo, uma tradição de mais de 2500 anos, pela qual o interesse está crescendo. O comunismo chinês baseia-se em ideias que surgiram há apenas 200 anos e cuja influência está em declínio”, disse o Dalai Lama.
O Dalai Lama disse que o budismo não se refere a uma alma, mas reconhece a existência de um eu que é designado com base na continuidade da mente.
Mais e mais cientistas estão mostrando interesse pela mente, nas emoções. Por meio dessa ligação, o interesse pelo que o budismo tem a dizer está crescendo. O Budismo descreve os diferentes níveis da mente, a consciência sensorial que depende do cérebro, mas também um nível mais subtil de consciência mental “, explicou.
O líder espiritual acrescentou que a investigação científica deste fenómeno já começou.
“Precisamos ser budistas do século 21. A prática budista consiste em usar nossa inteligência ao máximo para transformar as nossas emoções. Para isso, o conhecimento é muito importante. Os estudiosos ocidentais muitas vezes sugerem que o budismo não é propriamente uma religião, mas sim uma ciência da mente. A noção de vazio de existência intrínseca também é importante. Ao investigar a realidade, não conseguimos encontrar algo independente e intrinsecamente existente. A ignorância, nossa compreensão equivocada sobre a realidade, é a base de nossas emoções destrutivas. O contra-ponto é a razão, tomando uma abordagem científica para corrigir a nossa visão “, disse o Dalai Lama.