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Meditação, o caminho do bem-estar

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Diversas culturas e religiões desenvolveram diferentes técnicas de meditação. Hoje em dia, ela representa um exercício que ajuda e contribui para manter uma prática saudável para o nosso corpo e mente, na luta para conseguir equilíbrio e encontrar-nos com nós mesmos entre tanto tumulto de trabalho, actividades extras e família. Esta prática ajuda a relaxar o corpo, melhorar a concentração e a reduzir o stress.

Os pioneiros destas práticas foram os hindus e os chineses. Os que outrora as praticavam para entender o estado da sua existência, com o passar dos anos foram adaptando-se a cada tipo e técnica de meditação, assim puderam escolher com qual se identificavam mais. Há métodos que se baseiam na consciência plena, enquanto que outros, na concentração.

Meditação Budista

Trata de manter a mente completamente focada no hoje, justamente no presente: aqui e agora. Buda encontrou na meditação, a sua própria razão de ser e estar no mundo baseada na contemplação e no auto-controlo. Busca a separação daquilo que somos e o que realmente a nossa mente pensa, que influirá nas nossas reacções.

Meditação Zen

Significa “o estado de concentração”. A finalidade é manter certo ritmo de respiração até experimentar o vazio, eliminando cada distúrbio mental.

Meditação Transcendental

Esta prática ficou famosa entre os anos 60 e 70, hoje em dia é uma das mais conhecidas no Ocidente. Recomenda-se realizá-la duas vezes ao dia em sessões curtas. Trata de focar nas zonas de tranquilidade de cada pessoa, favorecendo o aumento da criatividade, da fluidez entre corpo e mente e do poder de reflexão. Em âmbito médico, previne a pressão alta e os problemas cardiovasculares.

Mantras e Mandalas

As mandalas não são formas de meditação, mas sim símbolos que se utilizam para a meditação. São “labirintos repetitivos” de diferentes formas e tamanhos que representam uma área sagrada da espiritualidade. Os mantras, ao contrário, são símbolos sonoros compostos por palavras/frases que, ao serem repetidas, nos conectam a poderes espirituais. Ambos são utilizados para a compreensão energética.

Existem também outros tipos de meditação como a Vipassana, Tao, Raja Yoga, etc…, cujos benefícios terapêuticos são reconhecidos pelos médicos para diminuir a propensão a doenças, já que as mesmas melhoram nossos hábitos, relaxam e ajudam a oxigenar os nosso músculos. É um bom recurso para combater os estados de ansiedade e depressão. Melhora a memória e o processamento sensorial em até 10% em relação aos que não praticam.

 

 

Fonte: menteemaravilhosa

Moby lança disco para meditação e ioga inteiramente grátis

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O músico, produtor e compositor americano Moby lançou inteiramente grátis um disco intitulado “Long Ambients: Calm. Sleep.”, feito para meditações e práticas de ioga.

“Ao longo dos últimos dois anos eu estive fazendo músicas muito muito mas mesmo muito calmas, para eu ouvir enquanto praticava ioga, ou dormia, ou meditava, ou tinha ataques de pânico. Eu acabei com 4 horas de música e decidi dá-las de graça. É realmente calmo: sem baterias, sem vocais, apenas leves acordes e sons e coisas para dormir, ioga, etc. Sintam-se livres para partilhar. Não é protegido ou algo do tipo, pelo menos não deveria ser.”

O disco pode ser feito o download de graça aqui ou ser ouvido por streaming nas principais plataformas, como Spotify, SoundCloud, Apple Music, Deezer e Tidal.

O Buda ainda está ensinando | Sogyal Rinpoche

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“Acima de tudo, esteja à vontade, seja tão natural e aberto quanto possível. Sossegadamente abandone a armadilha do seu eu ansioso habitual, solte a avidez e relaxe-se na sua natureza verdadeira. Pense nesse seu eu ordinário, emocional e comandado pelo pensamento, como um bloco de gelo ou de manteiga deixado ao sol. Se está sentindo-se duro e frio, deixe essa agressão derreter nos raios de sol da sua meditação. Deixe a paz trabalhar em si e lhe deixar assumir sua mente dispersa… e despertar em si a consciência e a percepção da Visão Clara. E vai ver toda a sua negatividade desarmar-se, a sua agressão dissolver-se e a sua confusão evaporar-se lentamente como uma neblina dentro do céu vasto e puro da sua natureza absoluta”.
— Sogyal Rinpoche, em “O Livro Tibetano do Viver e do Morrer”
“Deixe essa agressão derreter nos raios de sol da sua meditação”… Deixe… Nada a fazer, não ir a lugar algum. Permitindo a experiência de deixar, podemo-nos abrimos finalmente à compreensão do momento. Deixar a agressividade ou a confusão ali, derretendo… Na magna prática de soltar e deixar (a meditação).
Penso que o sol, neste caso, é a consciência. O gelo ou a manteiga seriam algo como os pensamentos ou crenças ou interpretações ou opiniões a respeito do que se está vivendo, que pode ser algo duro e frio. Duro por ter sido comparticipado e não ter mais flexibilidade para realmente experimentar o momento (como achar que esse momento de agora é igual a outro que passou), e frio porque não tem o calor das coisas vivas, que pulsam e fluem com as experiências. Deixados à sua própria sorte, sem serem alimentados, serão naturalmente derretidos pela luz da consciência.

Este enxerto acima faz parte do livro “The Buddha Is Still Teaching” (Shambhala Publications, 2011)

Meditação: o lugar onde o nosso cérebro encontra a Paz

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Praticar a meditação para relaxar e libertar-se do stress é uma prática que está cada vez mais em alta devido aos seus evidentes benefícios para a nossa saúde mental. No entanto, a modalidade que está recebendo mais atenção é a meditação consciente, pois seus benefícios estão mostrando ir muito além da eliminação do stress.

A meditação consciente parece ajudar não só a solucionar questões psicológicas, mas também físicas, como problemas de hipertensão, dor crônica, psoríase, além de problemas do sono, ansiedade e depressão. Também estimula a função imunológica e ajuda as pessoas a pararem de comer compulsivamente.

Mas, além disto, foi provado que a meditação, especialmente a meditação consciente ou Mindfulness, ajuda a melhorar a função cerebral.

Estudos sobre meditação e funções cerebrais

Um novo estudo realizado na Universidade da Califórnia sugere que um dos efeitos de todo este foco e reorientação é o aumento da conectividade cerebral. Os investigadores compararam a actividade cerebral dos voluntários depois de oito semanas de treinamento para redução do stress baseado na atenção plena com a de voluntários que não passaram por este tipo de prática.

As imagens por ressonância magnética funcional mostraram ligações mais fortes em várias regiões do cérebro, especialmente as relacionadas à atenção e ao processamento auditivo e visual.

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Noutro estudo posterior, realizado no Hospital Geral de Massachusetts, os investigadores usaram imagens por ressonância magnética para documentar o antes e o depois das mudanças na matéria cinzenta do cérebro. Os investigadores descobriram que a meditação poderia mudar, literalmente, o cérebro, fazendo crescer de maneira importante e melhorando com isso todas as funções cerebrais.

Os pesquisadores explicam que encontraram diferenças no volume do cérebro após oito semanas de meditação, em cinco regiões diferentes nos cérebros dos dois grupos estudados. No grupo que praticou a meditação, encontrou-se um engrossamento em quatro regiões:

As principais diferenças foram encontradas no córtex posterior, que implica na mente errante e na auto-importância.

Também encontraram diferenças no hipocampo esquerdo, que ajuda na aprendizagem, na cognição, na memória e na regulação emocional.

A junção temporo parietal, que está associada à perspectiva, à empatia e à compaixão,também tinha aumentado.

Por último, foram observadas modificações na ponte tronco encefálica, uma área da base do cérebro onde se produz uma grande quantidade de neurotransmissores reguladores.

Também encontraram modificações da amígdala, a parte do cérebro onde são desencadeadas as reações relacionadas à luta ou fuga, importante para a ansiedade, o medo e o estresse.

Essa zona teve seu tamanho reduzido no grupo que passou pelo programa de redução de stress baseado na atenção plena, também conhecido como Mindfulness, um tipo de meditação consciente. A mudança na amígdala também se relaciona a uma redução importante nos níveis de stress.

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Meditação e mudanças genéticas

Até momento, os cientistas só podem especular sobre a relação entre estas mudanças no cérebro e os benefícios para a saúde associados à meditação consciente. No entanto, estas pesquisas se somam à crescente evidência de que as práticas de meditação podem alterar o corpo em um nível fundamental, inclusive genético.

Neste sentido, está sendo estudada a resposta de relaxamento provocada pela meditação, e como o estado de relaxamento profundo alcançado com técnicas como o mindfulness e a ioga podem modificar certos conjuntos de genes nas pessoas que os praticam com regularidade; estes genes poderiam estar envolvidos na forma pela qual o corpo controla os radicais livres, os processos de inflamação e a morte celular.

Fonte: AMenteemaravilhosa

5 maneiras diferentes de Meditar

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Meditar é concentrar-se numa única coisa, como a respiração. Ou num mantra. O objectivo é reduzir a actividade mental. Quem pratica com frequência consegue colocar o corpo num estado de repouso tão profundo que muitas vezes supera até o atingido durante o sono. Ao alcançar esse estado, a respiração e os batimentos cardíacos ficam mais lentos e o cérebro aumenta a produção de endorfina, substância que dá a sensação de bem-estar. Com isso, a ansiedade e a irritação vão embora. Confira abaixo cinco maneiras diferentes de meditar:

1. Transcendental – Escolha uma posição confortável, sentada ou deitada. Feche os olhos. Repita o mantra Om mani ta ni rom ou Na mo omi to fu. Eles não têm tradução literal, mas significam a busca por harmonia e purificação. Caso sinta sono, mantenha os olhos abertos sem fixá-los num ponto.

2. Som primordial – Sente-se e feche os olhos. Mentalize o mantra. Não se apegue aos pensamentos. Uma maneira de fazer isso: imagine a sua mente como um céu e os pensamentos como nuvens; deixe-as passar e continue concentrada.

3. Ch`an tao – Sente-se com a coluna erecta, relaxe os ombros e toque o céu da boca com a ponta da língua. Concentre-se na contagem da respiração: a cada dez inspirações, comece a contar novamente. Respire deixando o ar chegar ao abdomen.

4. Taoísta – Fique na posição de lótus: com o pé direito sobre a perna esquerda e vice-versa. Sinta uma luz percorrendo o corpo e movimentando sua energia. A língua deve tocar o céu da boca.

5. Osho – Durante 15 minutos, livre-se de tensões chacoalhando o corpo: pule, mova braços e pernas. Dance mais 15 minutos para desbloquear a energia. Depois, sente-se com a coluna erecta e se acalme. Quando se sentir pronta, deite de barriga para cima, sem travesseiro. Preste atenção no silêncio nos próximos 15 minutos.

21 razões cientificamente validadas para a prática da Meditação

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À grande maioria das pessoas nas sociedades ocidentais não lhes é incutida a prática da meditação. No entanto, nos últimos anos, a meditação tem ganho milhões de praticantes, ajudando-os a tornarem-se melhores pessoas e a ajudar a resolver/aliviar muitos problemas da sua vida.

Qualquer condição que seja causada ou agravada pelo stresse pode ser aliviada através da meditação. Tem sido aceite como uma terapia útil para a ansiedade e a depressão há mais de uma década. Está a ser utilizada nas escolas, equipas desportivas profissionais e unidades militares para melhorar o desempenho, e é uma forma de ajudar as pessoas que sofrem de dor crónica, dependências, entre outros problemas de saúde. Existe ainda alguma evidência de que a atenção plena pode ajudar com os sintomas de certas condições físicas, tais como a síndrome do intestino irritável, cancro e VIH.
Nos últimos 20 anos, centenas de estudos científicos foram realizados. Aqui ficam 21 razões, cientificamente validadas, para que criar motivação e começar hoje a sua prática.

Reforça a sua saúde

1 – Aumenta a função imunológica – ver em psychosomaticmedicine e sciencedirect
2 – Diminui a dor – ver em pmc
3 – Diminui a inflamação a nível celular – ver em sciencedirectsciencedirect e sciencedirect
4- Melhora a saúde do seu coração – ver em Heart Health Association

Aumenta a sua felicidade

5 – Aumenta as emoções positivas – ver em psychosomaticmedicine e apa
6 – Diminui a depressão – ver em springer, thelancet e CAMH
7 – Diminui a ansiedade – ver em liebertpub e psychiatryonline e sciencedirect
8 – Diminui o stress – ver em apa e psychosomaticmedicine

Reforça a sua Vida Social

Pense que a meditação é uma atividade solitária? Pode ser (a menos que medite num grupo), mas esta prática realmente aumenta o seu sentido de conexão com os outros:

9 – Aumenta a conexão social e inteligência emocional – ver em apa e apa
10 – Permite elevar os níveis da sua compaixão – ver em psycologicalsciencestanfordsagepub e daviddesteno
11 – Diminui o sentimento de solidão – ver em sciencedirect


Aumenta o seu Auto-Controlo

12 – Melhora a sua capacidade de regular as suas emoções – ver em stanford
13 – Melhora a sua capacidade de introspecção – ver em berkeley

Altera o seu Cérebro (para melhor)

14 – Aumenta a massa cinzenta – ver em sciencedirect
15 – Aumentos de volume em áreas relacionadas com a Regulação Emocional, Emoções Positivas e Auto-Controlo – ver em sciencedirect e psychosomaticmedicine
16 – Aumenta a espessura cortical em áreas relacionadas com a atenção – ver em ncbi

Aumenta a sua Produtividade (sim, não fazendo nada)

17 – Aumenta o seu foco e a sua atenção – ver em springeracmplosbiology e sciencedirect
18 – Melhora a sua capacidade de multitarefa – ver em acm
19 – Melhora a sua memória – consultar em sciencedirect
20 – Melhora a sua capacidade de ser criativo e pensar “fora da caixa” – ver a investigação de J. Schooler (ucalifornia-sb)

21. Torna-o mais Sábio
Não no sentido intelectual, mas permite-lhe ter perspectiva: Ao observar a sua mente, percebe que não tem que ser escravo dela. Percebe que faz birras, fica mal-humorado, ciumento, feliz e triste, mas que não tem que se identificar com esses estados mentais. A meditação é simplesmente um processo de higiene mental: limpar o lixo, ajustar os seus talentos, e entrar em contato consigo mesmo. Pense nisso, toma banho todos os dias para limpar o seu corpo, faz, provavelmente, algum tipo de atividade física, mas já o que faz com a sua mente? Para além de a sobrecarregar com milhares de estímulos diariamente?

Como consequência da prática meditativa vai sentir-se mais calmo, sereno, com a forte possibilidade de ver as coisas com maior perspetiva. “A qualidade da nossa vida depende da qualidade da nossa mente”, escreve Sri Sri Ravi Shankar.

Não podemos controlar o que acontece do lado de fora, mas temos uma “palavra a dizer” sobre a qualidade da nossa mente. Não importa o que está acontecer, se a sua mente está ok, tudo pode estar melhor. Agora!

 

 

Fonte: SPM-BE

Meditação, um começo.

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Vamos explorar as técnicas para mudar os nossos espíritos das suas vias habituais para outras mais virtuosas. Há dois métodos de meditação que devemos usar na nossa pratica. Um, a meditação analítica, é o meio pelos quais nos familiarizamos com novas ideias e atitudes mentais. O outro é a meditação estabilizada, que foca o espírito no sujeito com que temos que nos familiarizar.

Embora naturalmente aspiremos a ser felizes e desejemos ultrapassar a miséria, continuamos a experimentar a dor e o sofrimento. Porquê? O budismo ensina que na verdade nós conspiramos com as causas e condições que criam a nossa infelicidade e somos muitas vezes relutantes em nos comprometermos em actividades que nos poderiam levar a uma felicidade mais duradoura. Como é que isto acontece? Na nossa usual maneira de viver deixamo-nos controlar pela força dos pensamentos e emoções, que por sua vez dão nascimento a estados mentais negativos. É através deste círculo vicioso que perpetuamos a nossa infelicidade mas também a dos outros. Temos que deliberadamente tomar uma posição para fazer marcha atrás destas tendências e substitui-las por novos hábitos. Como um novo ramo excertado numa velha árvore que finalmente absorverá a vida dessa árvore e criará uma nova, devemos alimentar novas inclinações pelo cultivo deliberado das praticas virtuosas. Isto é o significado verdadeiro da prática da meditação.

Contemplar a natureza dolorosa da vida, tomando em consideração os métodos pelo quais a nossa miséria pode chegar ao fim, é uma forma de meditação. Este livro é uma forma de meditação. O processo pelo qual nós transformamos as nossas mais instintivas atitudes de vida, esse estado mental que procura só satisfazer o desejo e evitar o desconforto, é o que queremos dizer quando usamos a palavra meditação. Nós tendemos a ser controlados pelo nosso espírito, seguindo-o ao longo da sua via auto centrada. A meditação é o processo pelo qual ganhamos o controle do nosso espírito e o guiamos numa direcção mais virtuosa. A meditação pode ser vista como uma técnica pela qual diminuímos a força dos velhos pensamentos habituais e desenvolvemos outros novos. Assim protegemo-nos de nos envolvermos em acções do espirito e da palavra ou em actos que nos provocam sofrimento. Esta meditação deve ser usada intensivamente na nossa pratica espiritual.

Esta técnica não é em si mesma budista. Tal como os músicos treinam as mãos, os atletas os reflexos e técnicas, os linguistas os ouvidos, os académicos as percepções, nós direccionamos os nossos espíritos e corações.

Familiarizarmo-nos com os diferentes aspectos da nossa pratica espiritual é assim uma forma de meditação. Ler simplesmente acerca deles uma vez, não é muito benéfico. Se nos interessamos, é bom contemplar os assuntos referidos, tal como fizemos no capítulo precedente com a acção não virtuosa da conversa sem sentido, e depois devemos aprofundá-los mais intensamente para alargar a nossa compreensão. Quanto mais explorar um tópico e o sujeitar a um exame mental, mais profundamente o vai compreender. Isto permite-lhe julgar a sua validade. Se através da sua análise, provar que algo é invalido, então abandone-o. No entanto se de forma independente estabelecer que algo é verdadeiro, então a sua fé nessa verdade ganhou uma consistência mais forte. Todo este processo de investigação e exame deve ser pensado como uma forma de meditação.

O próprio Buda disse: “Oh, monges e sábios, não aceitem as minhas palavras por simples reverência. Devem submetê-las a uma análise critica e aceita-las com base na vossa própria compreensão”. Esta afirmação espantosa tem muitas implicações. É claro que o Buda está a dizer-nos que quando lemos um texto, não nos devemos apenas fiar na fama do autor mas sim no conteúdo. E quando temos problemas com o conteúdo, devemos fiar-nos no tema e no sentido mais do que no estilo literário. Quando ao tema, devemos fiar-nos na nossa compreensão empírica mais do que no nosso conhecimento intelectual. Por outras palavras, devemos fundamentalmente desenvolver mais do que um simples conhecimento intelectual do Dharma. Devemos integrar profundamente as verdades do ensinamento do Buda, no nosso ser mais intimo, de forma a que se reflictam nas nossas vidas. A compaixão vale pouco se é apenas uma ideia, ela deve tornar-se numa atitude para com os outros, reflectindo-se em todos os nossos pensamentos e acções. O simples conceito de humildade não diminui a nossa arrogância; ele deve estar presente no nosso modo de ser.

FAMILIARIDADE COM UM OBJECTO ESCOLHIDO

A palavra tibetana que se usa para designar a meditação é gom, que significa “familiarizar-se”. Quando utilizamos a meditação na nossa via espiritual, isso é familiarizarmo-nos com um objecto escolhido. Este objecto não precisa de ser uma coisa física como uma imagem do Buda ou de Jesus na cruz. O “objecto escolhido” pode ser uma qualidade mental como a paciência, e trabalhamo-la, cultivando-a em nós mesmos através da contemplação meditativa. Pode também ser o movimento rítmico da nossa respiração, em que nos focamos para acalmar as nossas mentes agitadas. E finalmente, pode ser apenas a simples qualidade de clarificar e conhecer a nossa consciência, a natureza da qual, nós procuramos perceber. Todas estas técnicas são descritas em detalhe nas páginas seguintes. Através destes meios o nosso conhecimento sobre os objectos que escolhemos aumenta.

Por exemplo, quando queremos comprar um carro, informamo-nos sobre os prós e os contras das diferentes marcas, e fazemos um juízo sobre as qualidades de uma escolha particular. Através da contemplação dessas qualidades, o valor que damos a esse carro intensifica-se, assim como o desejo de o possuir. Podemos cultivar virtudes como a paciência e a tolerância da mesma maneira. Fazemo-lo contemplando as qualidades que constituem a paciência, a paz de espírito que se gera em nós, o ambiente harmonioso que daí resulta, o respeito que provoca nos outros. Também trabalhamos para reconhecer o retrocesso que são a impaciência, o ódio e a ausência de satisfação de que sofremos interiormente, e o medo e a hostilidade que provocam nos que nos rodeiam. Seguindo diligentemente tais linhas de pensamento, a nossa paciência evolui naturalmente, tornando-se cada vez mais forte, de dia para dia, de mês para mês, e de ano para ano. O processo de acalmar o espirito é longo. No entanto, mal tenhamos controlado a paciência, o prazer que daí deriva é mais duradouro do que aquele que qualquer carro pode proporcionar.

De facto, nós fazemos esta meditação muitas vezes no nosso dia-a-dia. Somos especialmente bons a cultivar a familiaridade com as tendências não virtuosas! Quando nos aborrecemos com alguém, somos capazes de contemplar os defeitos dessa pessoa e ficarmos cada vez mais convencidos da natureza questionável dele ou dela. O nosso espirito permanece focalizado no “objecto” da nossa meditação e o nosso desprezo pela pessoa intensifica-se. Também contemplamos e desenvolvemos a familiaridade com objectos escolhidos quando nos focalizamos em algo ou alguém de quem gostamos especialmente. Não é preciso espicaçarmo-nos muito para mantermos a nossa concentração. É mais difícil permanecer focalizado quando cultivamos a virtude. Isto é uma indicação segura de como as emoções do apego e do desejo são opressivas.

Há muitos tipos de meditação. Há algumas que não requerem uma posição sentada formal, ou uma postura física particular. Podemos meditar enquanto conduzimos ou andamos, num autocarro ou comboio e mesmo enquanto tomamos um banho. Se querem devotar um período de tempo particular para uma pratica espiritual mais concentrada, é benéfico empregar as madrugadas para uma sessão formal de meditação, pois é quando a mente está mais alerta e clara. Ajuda sentarmo-nos num ambiente calmo com as costas direitas, e ajuda permanecer concentrado. No entanto, é importante lembrar-se que deve cultivar os hábitos mentais virtuosos quando e aonde for possível. Não pode limitar a meditação a uma sessão formal.

MEDITAÇÃO ANALÍTICA

Como já referi, há dois tipos de meditação a usar na contemplação e interiorização dos temas que exponho neste livro. Primeiro, há a meditação analítica. Neste tipo de meditação, a familiarização com um objecto escolhido – seja ele o carro que desejamos ou a compaixão ou a paciência que procuramos gerar – é cultivada através de um processo racional de analise. Neste caso, não nos focamos simplesmente num tópico, mas sim cultivam mais um sentimento de aproximação ou empatia com o objecto que escolheram ao aplicarem criteriosamente as vossas faculdades criticas. É esta forma de meditação que eu vou sublinhar ao expor os diferentes temas que precisam de ser cultivados na nossa pratica espiritual. Alguns destes temas são específicos da pratica budista e outros não. No entanto, mal tenham desenvolvido a familiaridade com um tópico através desta análise, é importante permanecer focalizado nele através da meditação estabilizada para ajuda-lo a mergulhar mais profundamente.

MEDITAÇÃO ESTABILIZADA

O segundo tipo é a meditação estabilizada. Esta ocorre quando focamos o nosso espírito num objecto escolhido sem qualquer análise ou pensamento. Quando meditamos na compaixão, por exemplo, desenvolvemos a empatia pelos outros e trabalhamos para reconhecer o sofrimento que eles experimentam. No entanto, mal vemos que a nossa meditação mudou positivamente a nossa atitude para com os outros, focamo-nos nesse sentimento sem qualquer pensamento, o que nos ajuda a aprofundar a nossa compaixão. Quando sentimos que o nosso sentimento compassivo está a enfraquecer, podemos de novo praticar a meditação analítica para revitalizar a nossa simpatia e preocupação compassiva pelos outros, antes de voltarmos à meditação estabilizada.

Consoante estamos mais à vontade nesta pratica, podemos habilmente mudar entre a duas formas de meditação para conseguirmos intensificar a qualidade desejada. No capítulo 11 (Calma mental) vamos examinar a técnica para desenvolver a nossa meditação até ao ponto em que consigamos permanecer focalizados num só ponto do nosso objecto de meditação, quanto tempo o desejarmos. Como atrás referimos, este “objecto de meditação”, não é necessariamente algo que podemos “ver”. Num certo sentido o meditante, ele ou ela, funde o seu espírito com o objecto para poder familiarizar-se com ele. A meditação focalizada, tal como outras formas de meditação, não é virtuosa por natureza. É mais o objecto em que nos concentramos e a motivação com que praticamos, que determina a qualidade espiritual da nossa meditação. Se o nosso espírito se focar na compaixão, a meditação é virtuosa. Se o nosso espírito se focar no ódio, a meditação não é virtuosa.

Devemos meditar de uma maneira sistemática, cultivando gradualmente a familiaridade com o objecto escolhido. Estudar e escutar mestres qualificados é uma parte importante deste processo. Depois contemplamos o que lemos ou ouvimos, examinando-o para retirar qualquer confusão, más interpretações ou duvidas que possamos ter. Este processo em si mesmo ajuda a alterar o espírito. Então, quando nos focamos no nosso objecto, num só ponto, os nossos espíritos fundem-se com ele da maneira desejada.

É importante que antes de tentarmos meditar nos aspectos mais subtis da filosofia budista, sejamos capazes de manter as nossas mentes concentradas num tópico simples. Isto ajuda-nos a desenvolver a capacidade de análise e a permanecer focados num só ponto, no antídoto a todo o nosso sofrimento, a vacuidade da existência inerente.

A nossa caminhada espiritual é longa. Por isso, devemos escolher a nossa via com cuidado, assegurando-nos que ela engloba todos os métodos que nos levarão ao nosso objectivo. Por vezes a jornada é escarpada. Devemos aprender a diminuir o nosso passo até encontrar o passo da contemplação profunda, que é tão lento como o do caracol, e ao mesmo tempo assegurarmo-nos que não nos esquecemos do problema do nosso vizinho ou do peixe que nada nos oceanos poluídos a quilómetros de distância.

Capítulo 2 de PALAVRAS DO CORAÇÃO – DALAI LAMA, Ed. Presença, Maio 2003
Tradução de Conceição Gomes e Paulo Borges.

As novas formas de Meditar

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A ciência descobriu os benefícios físicos e mentais das velhas práticas orientais de contemplação. Elas conquistaram espaço nas empresas, nos hospitais e até entre os famosos, com as rotinas mais agitadas.

A modelo mais bem paga do mundo acorda às 5h30. Esse é o momento do dia  encontrado pela super-modelo brasileira Gisele Bündchen, de 34 anos, para dedicar-se a uma prática que considera indispensável: meditar. Gisele senta-se de maneira confortável numa almofada no chão, fecha os olhos e se concentra por 20 minutos. O objectivo é esvaziar a mente, preparar-se para o dia que a espera. “Prefiro meditar do que dormir mais 20 minutos”, diz Gisele, que encontrou na alvorada do dia – antes de os filhos Benjamin, de 4 anos, e Vivian, de 1 ano e 9 meses, acordarem -, a oportunidade de limpar a mente. “O sacrifício compensa: estou mais calma. Agora, consigo parar, respirar e observar a situação antes de agir. Tomo decisões menos impulsivas, mais conscientes e, consequentemente, consigo me expressar melhor”, diz Gisele.

Pessoas como a Gisele, que exercem as mais variadas – e agitadas – profissões e partilham das mais diferenças crenças, estão descobrindo que a meditação não é um hábito impossível de ser incorporado no dia a dia corrido. Muito menos uma prática que está necessariamente vinculada a uma religião. Nos últimos anos, a ciência traçou o mais completo retrato dos benefícios da meditação para a saúde da mente e do corpo. Acabou transformando técnicas milenares orientais, em toda sua ampla gama de modalidades, num exercício mental atraente para qualquer ocidental – até os mais cépticos.  “A meditação é um método que pode ser verificado cientificamente e que ajuda a mente das pessoas a funcionar melhor”, diz o consultor britânico Michael Chaskalson. Ele é um dos pioneiros em levar a meditação para uma fronteira até então considerada impensável para a prática: as baias das empresas. Hoje, muitas organizações já usam a técnica para afiar as habilidades de raciocínio de seus funcionários e para melhorar a produtividade

Quem vê o actor Caio Blat, de 34 anos, caminhando não imagina que ele possa estar meditando. Blat sempre se interessou por filosofias orientais, como o taoísmo e o budismo. Elas baseiam-se em práticas contemplativas milenares, destinadas a acalmar a mente e, quem sabe, levá-la à iluminação. Mas foi só recentemente que Blat percebeu que poderia meditar todos os dias, sem que isso exigisse um ritual complexo. Antes de dar vida a seu personagem actual, José Pedro, o filho ganancioso do Comendador na novela “Império”, Blat foi um Lama em “Jóia Rara”, exibida entre 2013 e 2014. Para interpretar o papel, o actor  teve de estudar a fundo o budismo e suas práticas meditativas. Descobriu que, para entrar em ligação com ele mesmo, não é necessário conhecer técnicas complicadas. Muitas vezes, basta prestar atenção à respiração. “A meditação é um estado de consciência plena que pode ser mantido em qualquer actividade que fazemos”, afirma Blat, que sente-se relaxado após a prática para estar atento às pessoas e aos acontecimentos em seu redor. “O desafio é fazer qualquer actividade com atenção plena, como comer, tomar banho, cuidar do jardim. Quando fazemos aquilo que amamos com todo corpo e toda atenção, estamos meditando”, diz. “A mente entre em silêncio naturalmente.”

Alguns dos indícios mais concretos das transformações físicas promovidas pela meditação estão na área da saúde. Ela conquistou os médicos e passou a ser usada nos hospitais mais modernos como complemento de tratamentos convencionais. “Os benefícios vão da melhora de quadros de ansiedade e estresse crônico à ajuda no tratamento de doenças cardiovasculares, como a hipertensão”, diz o clínico geral Marcelo Demarzo, pesquisador da Universidade Federal de São Paulo. Ele estuda as aplicações da prática milenar na saúde.

As técnicas de meditação se mostraram capazes de dar conta até dos ambientes de maior pressão, como zonas de guerra. Num estudo feito pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, elas foram usadas por fuzileiros navais americanos semanas antes de eles passarem por uma simulação de batalha. Aqueles que tinham passado pelo treino mental não ficaram necessariamente mais calmos durante a luta do que os fuzileiros que não aprenderam a meditar. Mas o organismo deles apresentava menos sinais típicos de stress em situações de pressão. Isso significa que eles recuperavam-se com mais rapidez de uma situação de conflito, uma grande vantagem nos embates militares – e também quotidianos. “A meditação é um treino psicológico”, diz a psicóloga Carolina Menezes, que estudou o tema na sua tese de doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Ela desenvolve a habilidade de regular a atenção de forma a não nos deixar susceptíveis a enxurrada de sensações e emoções a que estamos sempre expostos.”

Até os benefícios mais abstractos da meditação estão sendo desvendados pela ciência. Efeitos como estimular a compaixão entre as pessoas, muito enfatizados pelas religiões, ganharam comprovação recentemente. Num estudo do psicólogo americano David DeSteno, pesquisador da Northeastern University, praticantes de meditação percebiam com mais frequência que havia uma pessoa com o pé quebrado na sala e que, sim, talvez ela precisasse daquele lugar em que eles estavam sentados. Entre os meditadores, 50% cederam o lugar enquanto apenas 16% dos não-praticantes fizeram o mesmo.“A meditação aumenta a nossa empatia, construindo laços sociais e de apoio”, diz DeSteno. Os investigadores ainda não sabem explicar com clareza qual alteração biológica suscitada pela meditação pode trazer esse tipo de benefício. É possível que a justificativa recaia sobre a inclinação da prática para afiar a nossa capacidade de prestar atenção (inclusive, nos sentimentos alheios).

Para praticantes de anos, como a actriz Julia Lemmertz,  de 51 anos, a explicação é simples. “Na medida em que se medita regularmente, você sente-se bem e consegue melhorar a sua relação com tudo. É um movimento de dentro pra fora”, diz Julia, que começou a praticar meditação transcendental incentivada por amigos em 1983. A técnica foi criada na Índia, na década de 1950, pelo guru indiano Maharishi Mahesh Yogi. Ficou famosa no Ocidente graças ao interesse do quinteto britânico Beatles, no final dos anos 1960. Hoje, é uma das mais populares. O praticante usa um mantra individual, que deve ser mantido em sigilo, passado por um instrutor certificado da técnica. Em duas sessões diárias de 20 minutos, o mantra deve ser repetido mentalmente. Julia diz que gosta de meditar em casa, mas, com sua rotina agitada, já meditou até no avião. “A meditação melhora a concentração e a  qualidade do sono”, afirma Júlia. “Parece que ganho mais espaço interno, como se a cada dia apagasse uma lousa toda escrita e ganhasse espaço para escrever mais”, diz Júlia.

Fonte: Epoca.globo.com

Os benefícios da Meditação sobre a Impermanência

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Mesmo que seja uma pessoa muito bonita, não pode seduzir a morte. Se é muito poderoso, não pode esperar influenciar morte. Mesmo sendo incrivelmente rico não pode comprar mais alguns minutos de vida. No momento não podemos suportar o pequeno desconforto causado por um espinho espinhoso ou o calor do sol. E sobre a angústia que temos de enfrentar no momento da morte? Nós serão tomadas de nossa família e amigos como um cabelo removido manteiga – não um fragmento de manteiga permanece presa ao cabelo.

A morte é tão certa para nós como para alguém esfaqueado por uma faca no seu coração, mas o momento da morte é incerta. A nossa vida é tão efémera como o orvalho na relva, e nada pode impedir a morte – não mais do que qualquer pessoa pode parar as sombras de alongamento expressos pelo sol poente.

Uma vez que um devoto ofereceu um pedaço de pano para Drubthop Chöyung, um discípulo proeminente de Gampopa, e requisitou-o para os ensinamentos, mas foi adiado. Ele cuidadosamente insistiu de novo e de novo, e Drubthop Chöyung finalmente tomou as mãos do homem na sua e disse: “Eu vou morrer, você vai morrer” três vezes. E depois acrescentou: “Isso é tudo o que o meu guru me ensinou, e isso é tudo o que eu pratico. Apenas meditar sobre isso. Prometo não há nada maior do que isso.”

Khyentse Rinpoche

Meditação num Instante

Meditar é esvaziar a mente. Em busca do auto-conhecimento, o não-fazer nos prepara para o que deve ser feito.

Se acha que meditação é coisa de monge de cabeça raspada, pode eliminar esta ideia já. Todos nós somos capazes de meditar, uma atitude que pode ser tomada em qualquer lugar, a qualquer hora, independente de termos ou não uma religião. Para embarcar nessa viagem fantástica, só duas coisas são exigidas: determinação e disciplina.Meditar não é reflectir

Antes de mais nada, esqueça a definição contida nos dicionários. Meditar não é reflectir, é esvaziar a mente. Os mestres orientais têm como fundamental ensinamento o saber ficar em silêncio, manter a mente vazia e buscar a sabedoria interior.

Pensar sem parar, falar continuamente e ficar todo o tempo fazendo alguma coisa produz ansiedade e nos afasta de nós mesmos. O silêncio desperta a alma, a mente vazia nos conecta com o Universo e o não-fazer nos prepara para o que deve ser feito.

Meditar é focar a mente, deixar as preocupações de lado, viver o aqui e o agora. Durante a meditação, a pessoa se conecta com o campo da pura energia, inteligência e consciência.

Segundo Deepak Chopra, médico de homens e de almas, “com a meditação, trazemos a sabedoria para nossa vida e nos aperfeiçoamos a cada momento. Devemos meditar num lugar tranquilo, duas vezes por dia, durante 20 minutos, se possível sentado no chão, com as pernas em posição de lótus e as mãos sobre os joelhos, respirando profundamente”.

Não imagine que isso aconteça de um momento para outro. Essa viagem exige disposição e leva um bom tempo. Nossa mente se divide em duas. Temos uma consciência dos sentidos – visão, audição, olfacto, paladar, tacto – e uma consciência mental, que envolve nossos processos intelectuais, os sentimentos e as emoções, a memória e os sonhos. Meditar é uma actividade da consciência mental. Domar a mente e trazê-la à compreensão da realidade.

Uma vez desenvolvido o estado meditativo, somos capazes de gerar esse processo a qualquer hora e em qualquer lugar. Agora, não se iluda: atingir o nirvana, levar o nosso cérebro ao paraíso, exige determinação e muita força de vontade.

No começo, conseguir focalizar a atenção no mundo interior não dura mais do que segundos. Um instante em que os neurónios desligam os mecanismos das funções visuais e motoras e a pessoa perde a noção do eu, sentindo-se expandida para além de qualquer limite.