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Construa uma Mente Feliz

Sabia que basta trabalhar três qualidades para conseguir ser uma pessoa menos stressada e angustiada? Veja o que deve começar a mudar para ter uma vida mais satisfatória

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Quantas vezes ao longo do dia é que se aborrece com coisas sem importância, se deixa alterar por causa dos outros, fica frustrado ou mal-humorado? Todos estes episódios, por mais curtos que sejam, afetam a sua felicidade. Com o passar do tempo, muitos deles podem mesmo a gerar ansiedade, psicoses ou até conduzir à depressão. Quer ter uma mente feliz? Então precisa de começar a trabalhar já estas três qualidades:

– Generosidade

Lembre-se que não é superior a ninguém e de que toda a gente merece ser feliz. No seu dia a dia, procure ser generoso e afável. Muitas vezes, basta um sorriso para fazer os outros felizes e, se estivermos rodeados de gente satisfeita, acabamos também por ser contagiados por essa sensação de bem-estar.

– Disciplina moral

Controle os seus pensamentos, palavras e ações. Não fira os sentimentos dos outros só porque tem um problema do qual ninguém tem culpa. Procure colocar-se na posição dos outros antes de os recriminar ou de os atacar. Essa relativização leva-nos, muitas vezes, a olhar para as pessoas e para as situações com outros olhos.

– Paciência

Contemple todas as dificuldades como se fossem um modo de aprendizagem. Fazê-lo vai ajudá-lo a vê-las e a encará-las de forma mais positiva. Ser mais paciente vai também permitir-lhe a aprender a estimar mais as outras pessoas. Da próxima vez que entrar em ebulição, respire fundo!

 

Revista Prevenir

A mente livre e o mito do eu | Dzogchen Ponlop Rinpoche

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Quando Buda ensinou sobre essa natureza impermanente e composta (ou agrupada) da mente relativa, ele o fez com o objectivo de apresentar aos seus discípulos a natureza última da mente: a consciência imutável, pura e não fabricada. Aqui, o budismo separa-se radicalmente de conceitos teológicos, como pecado original, que vêem a humanidade como espiritualmente maculada por alguma violação herdada da lei divina. A visão budista afirma que a natureza de todos os seres é primordialmente pura e plena de qualidades positivas. Quando acordamos o suficiente ao ponto de ver além da nossa confusão, percebemos que mesmo os nossos pensamentos e emoções problemáticos são, no fundo, parte dessa consciência pura.

Reconhecer isso leva-nos naturalmente a uma experiência de relaxamento, alegria e humor. Já que tudo o que vivenciamos no nível relativo é ilusório, não precisamos levar nada tão a sério. Do ponto de vista do estado último, é como um sonho lúcido, a vivida brincadeira da própria mente. Quando estamos despertos no meio de um sonho, não levamos nada do que ocorre no sonho muito a sério. É como dar uma volta nas atracções do Disney World. Um brinquedo leva-nos até o céu nocturno, onde vemo-nos rodeados de estrelas, com as luzes de uma cidade lá em baixo. É muito bonito e cativa-nos demais, mas nunca tomamos como sendo real. E, quando entramos na casa assombrada, fantasmas, esqueletos e monstros podem surpreender-nos por um instante ou por um pouco mais de tempo, mas eles também são engraçados, porque sabemos que nada disso é de verdade.

Da mesma forma, quando descobrimos a verdadeira natureza da nossa mente, somos libertados de uma ansiedade fundamental, uma sensação básica de medo e preocupação sobre aparências e experiências da vida. A verdadeira natureza da mente diz: “Porque entrar em stress? Relaxe e sinta-se bem consigo mesmo.” A escolha é nossa, a não ser que tenhamos uma tendência extraordinariamente forte de lutar o tempo todo. Desse modo, até mesmo o Disney World se torna num local horrível. E isso também é escolha nossa. O nosso mundo moderno é cheio de opções: onde quer que estejamos, podemos escolher uma forma ou outra.

Muitas pessoas perguntam como é esse tipo de consciência. Seria a experiência dessa natureza verdadeira semelhante à de se tornar um vegetal, entrar em coma ou sofrer de Alzheimer? Não. De facto, não é nada disso. A nossa mente relativa passa a funcionar melhor. Quando damos uma folga para o nosso hábito constante de rotular, o mundo torna-se límpido. Ficamos livres para ver com clareza; pensar com clareza e sentir a qualidade viva e desperta das nossas emoções. A abertura, a amplidão da experiência fazem com que este seja um local muito bonito de se viver. Imagine-se no pico de uma montanha olhando para o mundo em todas as direcções, sem obstruções. É a isso que chamamos de experiência da natureza da mente.

O mito do eu

Imagine que olhamos para a nossa mão, certo dia, e reparamos que ela está fechada, formando um punho. Está segurando algo tão vital que não conseguimos largar. O punho está tão fechado que a mão chega a doer. A dor na mão viaja até o braço e a tensão espalha-se pelo corpo. E isso segue por anos a fio. Às vezes, tentamos tomar uma aspirina, assistir à televisão ou saltar de para-quedas. A vida segue, um dia esquecemos o que era tão importante e, então, a mão se abre: não há nada ali. Imagine a surpresa.

O Buda ensinou que a causa raiz do nosso sofrimento — a ignorância — é o que dá surgimento a essa tendência de agarrar. A questão que deveríamos nos colocar é: “A que estou me agarrando?” Deveríamos olhar bem fundo esse processo, para ver se realmente há algo ali. De acordo com Buda, estamos nos agarrando a um mito. É só um pensamento que repete “eu” tantas vezes que cria um eu ilusório, tal como um holograma que tomamos por sólido e real. A cada pensamento, a cada emoção, esse “eu” aparece como o pensador e também como aquele que vivencia, e ainda assim é apenas outra fabricação da mente. É um hábito muito antigo, tão enraizado que esse próprio agarrar torna-se também ele próprio parte da nossa identidade. Se não estivéssemos nos agarrando a esse pensamento de eu, poderíamos sentir que algo muito familiar — como um amigo próximo — está faltando e, assim, uma dor crónica repentinamente desapareceria.

Como se segurássemos um objecto imaginário, o nosso agarrar ao eu, não nos ajuda muito. Ele apenas dá-nos dores de cabeça e úlceras, e logo desenvolvemos muitos outros tipos de sofrimento com base nele. Esse “eu” passa a defender a todo custo os próprios interesses, porque imediatamente percebe um “outro”. E, no instante em que temos o pensamento de “eu” e “outro”, o drama de “nós” e “eles” se desenvolve. Tudo acontece num piscar de olhos: agarramos o lado do “eu” e decidimos se o “outro” está a nosso favor, contra nós ou se não faz diferença. Enfim, estabelecemos as nossas intenções: com relação a um objecto, sentimos desejo e o queremos atrair; com relação a outro, sentimos medo e hostilidade e o queremos repelir; e com relação a mais um outro objecto, somos indiferentes ou apenas o ignoramos. Dessa forma, o nascimento das nossas emoções e dos nossos julgamentos neuróticos é resultado de nosso agarrar ao “eu” e ao “meu”. No fim, não estamos livres nem mesmo frente aos nossos próprios julgamentos. Admiramos algumas de nossas qualidades e logo nos inflamamos todos, desdenhamos outras qualidades e logo criticamos a nós mesmos, e assim ignoramos boa parte da dor que realmente sentimos, totalmente engajados nessa luta interna para sermos felizes com quem somos.

Por que persistimos nisso, quando nos sentiríamos tão melhor e mais relaxados se simplesmente soltássemos? A verdadeira natureza da nossa mente está sempre presente, mas, por não vê-la, acabamos nos apegando ao que conseguimos ver e tentando fazer dela algo que não é. Complicações desse tipo parecem ser o único jeito que o ego tem para manter-se, isto é, criando um labirinto ou uma sala de espelhos para nos confundir. A nossa mente neurótica torna-se tão revolta e enredada que fica difícil para nós rastrearmos o que ela está fazendo. Investimos nesse grande esforço apenas para nos convencer de que encontramos algo sólido dentro da natureza insubstancial da nossa mente: uma entidade separada e permanente — algo que podemos chamar de “eu”. Ainda assim, ao fazer isso, estamos indo na contra-mão da verdadeira natureza das coisas, da realidade. Estamos tentando congelar a experiência, criar algo sólido, tangível e estável com algo que não tem essa natureza. É como pedir ao espaço que ele torne-se terra ou para a água que se torne fogo. Pensamos que abandonar esse pensamento de um “eu” é uma loucura, pensamos que a nossa vida depende desse pensamento. Mas, na verdade, a nossa liberdade depende de nós o abandonarmos.

Dê a volta por cima das rotinas da Mente | Osho

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Sentindo-se triste? Dance ou vá tomar um duche e veja a tristeza desaparecer do seu corpo. Sinta como a água que bate em si, leva junto a tristeza, da mesma forma que leva embora o suor e a poeira do seu corpo. Coloque a sua mente numa situação tal que ela não seja capaz de funcionar de maneira habitual. Qualquer coisa serve. Afinal, todas as técnicas que foram desenvolvidas ao longo dos séculos não passam de tentativas para distrair a mente e demovê-la dos velhos padrões. Por exemplo, se estiver sentindo-se irritado, inspire e expire profundamente durante apenas dois minutos e veja o que acontece com a sua raiva. Ao respirar profundamente, terá confundido a sua mente, pois ela não é capaz de relacionar as duas coisas. “Desde quando”, a mente começa-se a perguntar, “alguém respira profundamente quando está com raiva? O que está acontecendo?” A dica é nunca se repetir. Caso contrário, se toda vez que se sentir triste, for para o chuveiro, a mente transformará isso num hábito. Após a terceira ou quarta vez, ela aprenderá: “Isso é algo permitido. Está triste, então é por isso que está tomando um duche.” Nesse caso, o duche irá apenas transformar-se em parte da sua tristeza. Seja inovador, seja criativo. Continue confundindo a mente. O seu companheiro/a diz algo e sente-se irritado. Em vez de bater nele ou jogar alguma coisa na sua direcção, mude o padrão do pensamento: dê-lhe um abraço e um beijo. Confunda-o também! De repente, perceberá que a mente é um mecanismo e que ela sente-se perdida com o que é novo. Abra a janela e deixe novos ventos entrarem.

Osho

50 Perguntas que irão libertar a tua Mente.

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Estas perguntas não tem respostas certas ou erradas. Muitas vezes a pergunta certa é a melhor resposta.

1. Quantos anos teria, senão soubesse quantos anos tinha?

2. O que é pior, falhar ou não tentar ?

3.  Se a vida é tão curta, porque fazemos tantas coisas que não gostamos e gostamos de tantas coisas que não fazemos ?

4. Quando está tudo dito e feito, será que disse mais do que fez ?

5. Qual é a coisa que mais gostaria de fazer para mudar o Mundo ?

6. Se a felicidade fosse dinheiro, qual seria o trabalho que o deixaria rico ?

7. Estás a fazer o que acreditas, ou estás a contentar-te com o que estás a fazer ?

8. Se a expectativa humana de vida, fosse 40 anos, viverias a tua vida de forma diferente ?

9. Até que ponto controlaste realmente o curso da tua vida ?

10. A tua preocupação está mais virada para as fazer as coisas correctamente ou fazer as coisas certas ?

11. Estás a almoçar com 3 pessoas que admiras e respeitas. Todos começam a criticar um teu amigo intimo, sem saber que é teu amigo. A crítica é de mau gosto e injustificada. Que fazes ?

12. Se pudesses oferecer um só conselho a um recém-nascido, qual seria ?

13. Eras capaz de quebrar a lei para salvares uma pessoa amada ?

14. Já viste insanidade depois de teres visto criatividade ?

15.  Pensa em algo que tu sabes e que farias diferente da maioria das pessoas. Consegues ?

16. Como pode as coisas que te fazem feliz, não fazerem felizes outras pessoas ?

17. Qual é a coisa que não fizeste e queres mesmo fazer . O que te está prendendo ?

18. Estás apegado a algo que deverias libertar ?

19. Se tivesses de mudar para outro país, onde irias e porquê ?

20. Carregas no botão do elevador mais de uma vez. Achas que assim irás mais rápido ao teu destino ?

21. Preferes ser um génio preocupado ou uma pessoa feliz e alegre ?

22. Porque é que estás onde estás neste preciso momento ?

23. És o tipo de amigo que queres como amigo ?

24. O que é pior:  um bom amigo se afasta, ou um bom amigo que se afasta mas que mora perto de ti ?

25. Qual é a coisa pelo qual és mais grato na vida ?

26. Preferes perder todas as tuas memórias ou nunca conseguir fazer novas amizades ?

27. Será que é possível saber a verdade, sem desafia-la primeiro ?

28. Alguma vez o seu maior medo se transformou em realidade ?

29. Lembra-se daquela vez, há uns anos atrás quando estava chateado? Será que é importante agora ?

30. Qual é a sua memória de infância mais feliz. O que a torna especial ?

31. Em que momentos nos últimos tempos te sentiste mais apaixonado e vivo ?

32. Senão for agora, então quando ?

33. Caso não tenha conseguido ainda, quando o irá conseguir ?

34. Alguma vez já tiveste com alguém , não disse nada, e afastou-se sentido que tinha tido a melhor conversa da sua vida ?

35. Porque é que as religiões que promovem o amor, causam tantas guerras ?

36. É possível saber, sem sombra de dúvida, o que é bom e o que é mau ?

37. Se ganhares um milhão de euros, sairias do teu trabalho actual ?

38. Preferes ter menos trabalho para fazer, ou mais trabalho que gostes realmente ?

39. Sentes-te como se tivesses vivido o dia de hoje, umas cem vezes ?

40. Quando foi a última vez que seguiste um caminho, apenas com o brilho suave de um ideia em que acreditavas fortemente ?

41. Se soubesses que todos os que conheces morreriam amanhã, quem irias visitar hoje ?

42. Estarias disposto a abdicar de 10 anos da tua vida para ser rico e famoso ?

43. Qual a diferença entre estar vivo e realmente viver ?

44. Quando será a hora de parar de calcular riscos e recompensas e ir em frente para se conseguir o que se quer ?

45. Se aprendemos com os nossos erros, porque temos medo de um erro cometer ?

46. O que farias de forma diferente, senão houvesse ninguém para te julgar ?

47. Qual foi a última vez que notaste no som da tua respiração ?

48. O que é que tu amas ? Algumas das tuas acções ultimamente expressou de forma aberta esse amor ?

49. Daqui a 5 anos, vais lembrar-te do que fizeste ontem ? E o dia antes desse ? E do dia anterior a este último ?

50. As decisões estão a ser feitas agora. A pergunta é: És tu que estás tomando as decisões ou estás a deixar outros fazerem essas decisões por ti ?

Autor: Marc And Angel

Tradução e adaptação: Paulo César

Dicas para uma Mente que pense de forma Positiva e Amiga.

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O poder do pensamento positivo deveria ter sido ensinado para nós, quando ainda crianças, mas sempre é tempo de mudar para melhor. Para essa transformação é necessário vontade interior, motivação e disciplina para treinar sua mente a pensar de maneira positiva e amiga.

Sei que não é fácil conseguir mudar nossos padrões mentais negativos de muitos anos. Sem saber o que estávamos fazendo, fomos alimentando pensamentos de culpa, raiva, frustrações, ressentimentos. Isso foi gerando baixa auto-estima, medos e angústias.

Quem permitiu que a mente negativa lhe dominasse, vive em um contínuo estado de ansiedade, agitação e pressa. Isso causando insónia, sentimentos de não conseguir ser feliz no amor, de não conseguir educar bem os filhos ou progredir na profissão.

A mente negativa foi criando “armadilhas” e a pessoa tornou-se prisioneira dentro da própria mente: perdeu espontaneidade, alegria, criatividade e confiança em si mesma.

Geralmente, quando não suporta mais esses sofrimentos criados pela mente, ela busca terapia e toma remédios que apenas aliviam, por alguns instantes, as dores da alma, como depressão, tristeza e pânico.

É importante ler como lidar e educar a mente. Porém, não basta apenas ler . Para alcançar o equilíbrio emocional e mental, estes ensinamentos precisam se tornar vivos dentro de nós.

Contemple essas dicas de ouro e comece aplicá-las no seu dia a dia:

1. Escolha pensar sempre de forma positiva. Desenvolva a vigilância sobre seus pensamentos. E, quando perceber que um pensamento negativo surgiu em sua mente, substitua-o, imediatamente, por um pensamento oposto. Para isso, precisa de muita disciplina mental. Não consegue isso da noite para o dia. Assim como um atleta ou um pianista fazem treinamentos contínuos, treine muito com determinação e perseverança.

2. Não alimente preocupações, pensando no pior, afirmando que está sendo realista. Compreenda que isso gera sofrimentos inúteis para si e para quem está ao seu redor. Ser positivo não é ser optimista. Ser positivo é ter uma mente clara, com discernimento, sem nutrir expectativas negativas.

3. Pare de se queixar. Quando reclama, atrai para si mesmo a carga negativa de suas próprias palavras. Como um íman, atrai tudo aquilo que não deseja. A maioria das coisas que não dão certo, começa a materializar-se quando lamentamos.

4. Para mudar o hábito de reclamar, precisa de policiar as suas palavras e o seu tom de voz. Comece a observar-se e ficará surpreso como, diariamente, reclama muitas vezes. Reclama do tempo, dos governantes, do país. Queixa-se do marido que deixou a toalha na cama, da mulher que gastou demais, do filho que não fez o que queria, da empregada que não trabalhou da maneira como explicou, dos amigos, dos vizinhos, dos acontecimentos etc. Dessa maneira, passa seu dia se irritando e se sentindo descontente.

5. Aceite o que lhe acontece no momento presente. Entenda que nada acontece por acaso. Estamos colhendo agora o fruto de nossos pensamentos, palavras e acções. Não se revolte com os factos e pessoas. Extraia lições do que lhe acontece, e com paciência e coragem, supere seus obstáculos e desafios.

6. Não dê importância às pequenas coisas e não se aborreça com facilidade. Não perca tempo com preocupações que trazem doenças e tiram seu equilíbrio e paz mental. Quando se irrita ou quando explode de raiva, envenena seu corpo e sua mente. Em vez disso, desenvolva tolerância e compreensão.

7. Perceba como fala com voz áspera e ríspida, até com as pessoas que mais gosta. Veja como isso gera desarmonia dentro de si, no seu ambiente de trabalho, no seu lar, nas suas amizades.

8. Quando for necessário reclamar, faça isso sem ofender o outro, com uma voz mais baixa e suave. Isso requer treinamento da mente e evolução espiritual, pois reflectimos o que temos dentro de nós.

9. No inicio desse aprendizado de não reclamar, pode até reclamar na sua mente, mas procure não expressar, com palavras, o seu descontentamento. Isso não é engolir sapo ou ser submisso, mas dominar a mente negativa e descontente.

10. Pare de querer controlar os outros ou a vida, porque isso é impossível. Ninguém muda ninguém e nem pode controlar os acontecimentos, porque tudo é impermanente. Podemos e devemos, sim, controlar nossa mente e mudar a nós mesmos.

11. Desenvolva o sentimento de gratidão que é o antídoto para não reclamar. Em vez de ficar lamentando, conte as suas bênçãos, e veja como é abençoado em muitos aspectos.

12. Liberte-se do sentimento de culpa., que cria uma prisão interna. Em vez de se culpar, aprenda com os seus erros. Desenvolva a humildade de reconhecer seus erros e peça desculpas. Às vezes, nem errou e culpa-se sem motivo. Assim, faça o melhor que puder, libertando-se das cobranças e do perfeccionismo.

13. Não alimente medos imaginários. O medo é a maior causa dos nossos sofrimentos internos. Perceba que eles são criados pela mente negativa e, que quando os enfrenta, eles vão desaparecendo como bolha de sabão, porque não têm consistência, são apenas ilusões do ego negativo.

14. Tenha disciplina na fala, evitando boatos e comentários maldosos sobre os outros. Evite brigas e discussões, pois isso desarmoniza a si mesmo, a sua família e o ambiente à sua volta.

15. A meditação regular e o relaxamento são ferramentas essenciais para aquietar a mente e conseguir superar traumas de infância e mágoas.

16. Entenda que o ansioso vive pensando no futuro. A pessoa com raiva vive no passado. Desse modo, desenvolva a habilidade de estar presente. Não perca o presente, esse momento tão precioso, pensando nas expectativas do futuro ou nas lembranças do passado. Valorize seu dia a dia, pois nada se repete. Viva o aqui e agora e seja mais tranquilo e equilibrado.

Namastê

Mente Tranquila, Mente Vazia.

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Alguns dizem que é preciso esvaziar a mente. Eu pergunto: como esvaziar o que já está vazio?

Há uma história Zen muito interessante. Certo dia um jovem aspirante pediu ao seu Mestre que acalmasse a sua mente. O Mestre disse:

—“Traga a sua mente aqui, entregue-a a mim e eu a acalmarei.”

O jovem saiu procurando pela mente. Onde estaria? Seria pensamentos, memórias? Seria silêncios e quietude? Seria sonhos e pesadelos? Seria feita de palavras, conceitos? Seria apenas a massa encefálica, a matéria? O jovem pensava e não pensava. Cada vez que acreditava ter apanhado a mente, percebia que ela fugia, que já estava  noutro pensamento, noutra ideia. Que o próprio conceito se desfazia. Cansado, voltou a procurar o Mestre e disse:

—“Senhor, é impossível apanhar a mente.”

O Mestre disse com alegria:

—“Pois então, já está acalmada.”

O jovem se reverenciou em profunda gratidão, pois pela primeira vez compreendia, que a mente não é algo fixo e constante, mas flui com o fluir da vida, sem que possa jamais se fixar quer em inquietude ou em silêncio, quer em alegria ou tristeza, quer em iluminação ou desilusão.

Outra história do século VII na China foi a seguinte: o abade de um grande mosteiro pediu aos seus monges que fizessem um poema no qual expressassem a sua compreensão dos ensinamentos de Buda. O Chefe dos Monges, muito querido e respeitado pelos  mais de mil companheiros, escreveu solenemente:

“O corpo é a árvore Bodhi*,
A mente é como um espelho brilhante
Cuide para mante-la sempre limpa
Não permitindo que o pó se assente”

Um jovem semi-alfabetizado, que ajudava separando a palha do arroz viu o poema na parede, pediu que alguém o lesse e exclamou:

—“Não é isso”

e pediu a um monge letrado que escrevesse seu poema:

“O corpo não é a árvore Bodhi ( Bodhi – Despertar/Iluminar)
A mente não é como um espelho brilhante
Se não há nada desde o princípio
Onde o pó se assenta?”

Este segundo poema reflecte a essência dos ensinamentos do Sexto Ancestral da China, o Venerável Mestre Hui-neng e do Zen.

A prática da meditação do Zazen  (Base da Prática Zen Budista), não é para polir o espírito, não é para limpar a mente, não é para esvaziar nada. É tornar-se uno com nossa essência verdadeira, com aquele Eu imenso que contem todos os sentimentos, emoções, percepções, formações mentais, consciência e a forma física.

Retornar à verdade e ao caminho é retornar à vida. Assim falamos em renascer. Deixar morrer ideias abstractas e fantasiosas sobre estar separado do tudo e dos outros e perceber a sabedoria suprema presente em todos os seres, vivencia-la, tornar-se uno com todos os Budas e Ancestrais do Darma.

Basta perceber que nada é fixo, nada permanente – isto é o vazio. A mente vazia é aberta e flexível. Chora e ri. Pensa e não pensa. Não precisa ser esvaziada – já é vazia. Sendo vazia é clara e iluminada, em constante actividade e transformação.

Apenas escolha com o que alimentá-la. Tu mesma(o) é o programa e o programador, o computador e os seus acessórios. Cuide-se bem.

Autora: Monja Coen

Um dia a mente recua completamente – Osho

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A mente tem muito medo de se abrir porque ela existe basicamente devido ao medo. Quanto mais destemida for a pessoa, menos ela usará a mente. Quanto mais medo ela tiver, mais usará a mente.

Você talvez tenha observado que, quando está com medo, ansioso, quando existe algo que o preocupa, a mente fica em primeiro plano. Quando você está ansioso, a mente fica muito presente. Do contrário, a mente não fica tão presente.

Quando tudo vai bem e não existe medo, a mente fica para trás. Quando as coisas dão errado, a mente simplesmente salta na frente e assume a liderança. Em tempos de perigo, ela vira líder. A mente é como os políticos.

Adolf Hitler escreveu em sua autobiografia, Mein Kampf, que você tem que deixar o país sempre com medo se quiser permanecer na liderança. Mantenha o país sempre com medo de que o vizinho vá atacar, de que existam países que estejam planeando um ataque, que estejam preparando-se para atacar — continue criando rumores. Nunca deixe as pessoas sossegadas, porque quando estão sossegadas elas não se importam com os políticos. Quando as pessoas estão realmente tranquilas, os políticos perdem o sentido. Mantenha as pessoas com medo e o político será poderoso.

Sempre que há uma guerra, o político vira um grande homem. Churchill ou Hitler ou Stalin ou Mao — eles foram todos produtos da guerra. Se não houvesse uma Segunda Guerra Mundial, não haveria Winston Churchill e nenhum Hitler ou Stalin. A guerra cria situações, dá oportunidades para que as pessoas dominem e se tornem líderes. Com a política da mente acontece o mesmo.

A meditação não é nada mais do que criar uma situação em que a mente tenha cada vez menos o que fazer. Você fica tão sem medo, tão cheio de amor, tão em paz — fica tão satisfeito com o que quer que esteja acontecendo que a mente não tem nada a dizer. Então a mente logo vai ficando para trás, ficando para trás, tomando uma distância cada vez maior.

Um dia a mente recua completamente — e aí você se torna o universo. Você não fica mais confinado no seu corpo, não fica mais confinado em nada — você é espaço puro. É isso que é Deus. Deus é espaço puro.

O amor é o caminho rumo a esse espaço puro. O amor é o meio e Deus é o fim.

Osho

O Treino da Mente em Sete Pontos

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Primeiro estude as preliminares.

Considere todos os fenómenos com um sonho.
Analise a natureza não-nascida do estado desperto
O antídoto desaparecerá por si mesmo.
Na pós-meditação, considere os fenómenos como ilusórios.

Treine em dar e receber alternadamente;
Monte ambos sobre sua meditação.

Três objectos, três venenos e três raízes de virtude.
Em todas as suas acções, treine-se com máximas.
Comece a sequência de treinamento com você mesmo.

Quanto todo o mundo estiver cheio de males,
Coloque todas as contrariedades no caminho da libertação.
Deixe a culpa de tudo sobre um.
Reflicta sobre a bondade de todos os seres.

A vacuidade é a protecção insuperável;
O melhor dos métodos é ter as quatro práticas.
Para trazer o inesperado ao caminho,
Comece a treinar imediatamente.

As instruções capitais brevemente resumidas:
Coloque as cinco forças em prática.
Sobre como morrer, o Mahayana ensina estas cinco forças.
[O que] importa [é] como você age.

Todo o Dharma tem uma única meta.
Confie sobre a melhor de duas testemunhas.
Sempre seja sustentado pela alegria.
Com experiência, poderá praticar até mesmo quando distraído.

Sempre treine nos três pontos comuns.
Mude sua atitude e a mantenha firmemente.
Não discuta fragilidades.
Não tenha opiniões sobre as acções das outras pessoas.
Trabalhe primeiro sobre a mais forte de suas máculas.
Abandone a esperança de obter resultados.
Abandone a comida envenenada.
Não seja preconceituoso por um senso de dever.
Não revide abuso com abuso.
Não espere numa emboscada.
Não dê golpes na fraqueza.
Não louve com motivos ocultos.
Não use mal o remédio.
Não desça um deus ao nível de um demónio.
Não tome vantagem do sofrimento.

Faça tudo com uma intenção.
Aplique um remédio em toda adversidade.
Duas coisas a serem feitas, no início e no fim.
Aguente qualquer coisa que ocorra das duas.
Mesmo que isto custe a sua vida, defenda os dois.
Treine-se nas três duras disciplinas.
Recorra aos três factores essenciais.
Medite sobre as três coisas que não devem deteriorar.
Três coisas se mantém inseparavelmente.
Treine imparcialmente em todo campo;
O seu treino deve ser profundo e permear tudo.
Medite sempre sobre o que é inevitável.
Não seja dependente de factores externos.
Nesta hora, faça o que é importante.
Não cometa erros .
Seja consistente em sua prática.
Seja zeloso no seu treino.
Liberte-se pela análise e pelo teste.
Não leve o que você faz muito seriamente.
Não seja mal humorado.
Não seja temperamental.
Não espere ser recompensado.

Budismo Tibetano

Oito versos que transformam a mente

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Certa vez Geshe Chekawa, um monge tibetano que dominava inúmeros ensinamentos de diversas escolas, se deparou com uma tira de papel contendo um trecho de duas linhas e se maravilhou:

Ofereça o ganho e a vitória aos outros.
Tome a perda e a derrota para si mesmo.

Então, procurou até encontrar um mestre nessas instruções: Sharawa, discípulo de Geshe Langri Thangpa (mestre Kadampa do século XII, o autor da prática). Ao questioná-lo sobre a natureza daquelas linhas, teve a resposta:

– Goste ou não desse ensinamento, você só pode dispensá-lo se não quiser alcançar o Estado de Buda.

Sharawa aceitou Chekawa como discípulo e o instruiu durante anos nessa prática que era a sua principal, denominada “Os Oito Versos que Transformam a Mente” (ou “Os Oito Versos de Langri Thangpa”). Após 6 anos de treinamento constante, o discípulo se realizou, eliminando todo e qualquer traço de egoísmo.

Os oito versos são:

1. Com a determinação de alcançar
O bem supremo em benefício de todos os seres sencientes,
Mais preciosos do que uma jóia mágica que realiza desejos,
Vou aprender a prezá-los e estimá-los no mais alto grau.

2. Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender
A pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas,
E, com todo respeito, considerá-las supremas,
Do fundo do meu coração.

3. Em todos os meus atos, vou aprender a examinar a minha mente
E, sempre que surgir uma emoção negativa,
Pondo em risco a mim mesmo e aos outros,
Vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la.

4. Vou prezar os seres que têm natureza perversa
E aqueles sobre os quais pesam fortes negatividades e sofrimentos,
Como se eu tivesse encontrado um tesouro precioso,
Muito difícil de achar.

5. Quando os outros, por inveja, maltratarem a minha pessoa,
Ou a insultarem e caluniarem,
Vou aprender a aceitar a derrota,
E a eles oferecer a vitória.

6. Quando alguém a quem ajudei com grande esperança
Magoar ou ferir a minha pessoa, mesmo sem motivo,
Vou aprender a ver essa outra pessoa
Como um excelente guia espiritual.

7. Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção,
Toda a ajuda e felicidade, por meios diretos e indiretos,
E a tomar sobre mim, em sigilo,
Todos os males e sofrimentos daqueles que foram minhas mães.

8. Vou aprender a manter estas práticas
Isentas das máculas das oito preocupações mundanas,
E, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios,
Serei libertado da escravidão do apego.

As oito preocupações mundanas são:

1. Desejar elogios
2. Rejeitar críticas
3. Desejar o prazer
4. Rejeitar a dor
5. Desejar o ganho
6. Rejeitar a perda
7. Desejar a fama
8. Rejeitar ser ignorado

 

 

 

 

 

Fonte: BudaVirtual

A sua Mente é uma Ferramenta! – Louise Hay

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“Você é muito mais do que a sua mente. Pode pensar que ela é que está dirigindo o espectáculo, mas é só porque a treinou para pensar assim. Também pode destreinar e treinar de novo essa sua ferramenta.

A sua mente é uma ferramenta que pode usar da forma que quiser. O modo como a usa agora é só um hábito, e hábitos, quaisquer hábitos, podem ser modificados. Faça sua mente parar de tagarelar por um instante e pense bem neste conceito: A sua mente é uma ferramenta que pode usar da maneira que quiser.

Os pensamentos que “escolhe” pensar criam as experiências que tem. Se acredita que é difícil modificar um hábito ou pensamento, isso será verdade para si. Se escolher pensar: “Está a ser fácil eu fazer as modificações”, então será verdade para si.

Existe um incrível poder e inteligência no seu interior constantemente reagindo aos seus pensamentos e palavras. À medida que vai aprendendo a controlar sua mente através da escolha consciente de pensamentos, você se alia a esse poder e inteligência. Não pense que sua mente está no controle. Você é que controla sua mente. Você usa a sua mente. Você pode parar de pensar esses velhos pensamentos.

Quando seu velho pensamento tenta voltar e dizer: “É muito difícil mudar” assuma o controle de sua mente e diga: “Agora escolho acreditar que está se tornando mais fácil para eu fazer mudanças”. Pode ser que tenha de conversar assim com a sua mente várias vezes, até que ela reconheça que você está no controlo e que sua palavra é a que vale. A única coisa sobre a qual tem controlo é o seu pensamento actual. Seus velhos pensamentos não existem mais; não há nada que possa fazer sobre eles excepto viver as experiências que causaram. Os seus futuros pensamentos ainda não se formaram e você não sabe quais serão. No entanto, seu pensamento actual, o que está pensando agora, está totalmente sob o seu controlo.

Exemplo

Suponhamos que tem um filho que há muito tempo recebeu autorização de ficar acordado até tarde. Num belo dia, decide que agora quer que ele vá para a cama todas as noites às nove horas. Como acha que será a primeira noite? Claro, a criança ira revoltar-se contra essa nova regra e poderá berrar, chutar e inventar um monte de coisas para não ir se deitar.

Senão ficar firme na sua decisão, o seu filho ganhará a jogada e tentará controlá-lo para sempre. No entanto, se não abrir mão do que decidiu, mantendo-a calma e firme, e insistindo que essa é a nova hora de dormir, a revolta irá diminuindo. Em duas ou três noites, uma nova rotina estará estabelecida. O mesmo acontece com a sua mente. Claro que ela inicialmente se revoltar é pois não deseja ser treinada novamente. Porém, você está no controlo e se, se mantiver firme e concentrado, dentro de pouco tempo o novo modo de pensar ficará estabelecido e será extremamente gratificante tomar consciência de que não é uma vítima indefesa dos seus pensamentos, mas sim o chefe de sua mente.

Exercício: Deixando ir

Enquanto lê, tome uma respiração profunda e, à medida que for exalando, deixe toda a tensão sair de seu corpo. Deixe o seu couro cabeludo, a sua testa e o seu rosto relaxarem. A cabeça não precisa estar tensa para ler. Deixe a língua, a garganta e os ombros relaxarem. Pode segurar o livro com braços e mãos relaxados. Faça isso agora – deixe as costas, o abdómen e a pélvis relaxarem. Deixe a sua respiração se tranquilizar enquanto vai relaxando as pernas e os pés.

Sentiu uma grande mudança no seu corpo desde que começou o Parágrafo anterior? Note o quanto se prende. Se está fazendo isso com o seu corpo, está fazendo com a sua mente. 

Nessa posição relaxada, confortável, diga a si mesmo: “Estou disposto a deixar ir. Eu solto. Eu deixo ir. Solto toda a tensão. Solto todo o medo. Solto toda a raiva. Solto toda a culpa. Solto toda a tristeza. Deixo ir todas as minhas velhas limitações. Deixo ir e estou em paz. Estou em paz comigo mesmo com o processo da vida. Estou em segurança”. Estou em paz. 

Repita esse exercício duas ou três vezes. Sinta como é fácil deixar ir. Faça-o de novo sempre que sentir pensamentos de dificuldade aparecendo. É preciso um pouco de treino para a rotina tornar-se uma parte integrante de sua vida. Quando primeiro se põe nesse estado de paz, fica fácil para as afirmações se assentarem. Torna-se aberto e receptivo a elas e não há mais necessidade de luta, tensão ou esforço. Apenas relaxe e se entregue aos pensamentos apropriados.

Sim, é mesmo fácil.”

 
Texto extraído do livro: “Pode curar a sua Vida” – Louise L. Hay