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Portugal inaugura centro budista com 60 hectares

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Portugal inaugura, em Setembro, um dos maiores centros de retiros budistas tibetanos da Europa. Junto a Alcácer do Sal, em Santa Susana, o centro Gephel Ling tem mais de 60 hectares e coloca Portugal na rota internacional do budismo tibetano.
A inauguração do centro é celebrada com um retiro de meditação e ensinamentos, entre 13 e 27 de Setembro, trazendo pela primeira vez a Portugal o mestre Khochhen Rinpoche, um dos mestres tibetanos mais antigos vivos da tradição Nyingma (umas das tradições ou Escolas tibetanas).Em comunicado enviado, fonte ligada ao centro explica que as deslocações deste mestre à Europa são raras. A sua vinda ao centro Gephel Ling, em Santa Susana, será uma oportunidade única para budistas portugueses e de outros pontos do mundo tomarem contacto com ensinamentos desta linha de budismo.
Gephel Ling é o primeiro grande centro de retiros de budismo Vajrayana tibetano em território europeu. O espaço vai receber cerca de duzentos praticantes no retiro de inauguração, numa propriedade com extensão horizontal de 64 hectares na localidade de Santa Susana junto a Alcácer do Sal. Trata-se de uma iniciativa do CET – Centro de Estudos Tibetanos Pendê Ling, com sede no Estoril, regido pelos mestres ocidentais Lama Chodor e Lama Guyrme (na foto abaixo).
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Centro quer acolher praticantes de todo o mundo
Este novo centro de retiros resulta da aspiração destes Lamas de que Portugal tenha um pólo de promoção da cultura tibetana e dos ensinamentos do Buda e também um centro de retiros com capacidade para albergar, com conforto, praticantes provenientes de vários pontos de Portugal e do mundo para receberam ensinamentos específicos das Tradições Nyingma e Kagyu do budismo tibetano.
Considerando o potencial do turismo religioso (cerca de 300 milhões de turistas religiosos por ano no mundo), a crescente comunidade de praticantes de meditação budista em Portugal e o número de budistas que fazem turismo pelo mundo, o centro Gephel Ling revela-se uma auspiciosa alavanca que ajudará a colocar Portugal na rota dos centros de retiros budistas da Europa, trazendo também benefícios para a população e economias locais do concelho de Alcácer do Sal.Os Lamas regentes prevêem organizar três a quatro retiros internacionais por ano no centro Gephel Ling.
Portal do Budismo com Boas Notícias. Foto: Carla Paiva

Monges tibetanos em nova digressão pela paz interior em Portugal

http://videos.sapo.pt/bNK7CHsbBnsNMflLfd8g

Um grupo de monges budistas tibetanos iniciou na Maia a etapa portuguesa de uma digressão mundial pela paz interior, iniciativa que pretende divulgar os ensinamentos budistas e conseguir donativos para o mosteiro onde vivem, na Índia.

Os quatro monges da linhagem Gelupa, a mesma do actual Dalai Lama, estarão em Portugal até 15 de Junho com uma programa de actividades que inclui conferências, consultas de astrologia e medicina tibetana, sessões de reiki, rituais de purificação, sessões de cantos sagrados e bênçãos de negócios, famílias e crianças.

Margarida Castro, da Associação Inkarri Portugal, que coordena a visita, explicou à agência Lusa que os monges pertencem à casa Nyagre, do mosteiro Gaden Shartse, um dos maiores na Índia, onde se refugiaram após a invasão do Tibete pela China, na década de 50.

O mosteiro contraiu um empréstimo de 95 mil euros para fazer uma reforma de urgência nas instalações, danificadas pelas chuvas da monção, e atravessa dificuldades para conseguir responder às necessidades de educação e saúde dos monges e crianças refugiadas do Tibete, que continuam a chegar à Índia.

“Por causa das monções e porque estão a receber muitos refugiados do Tibete, sobretudo crianças, estão com uma situação económica e de educação bastante delicada. Organizamos estes eventos em que os monges vêm aos diversos países para realizarem actividades e, como forma de retribuição, damos os donativos que vão ajudar o mosteiro”, disse.

O programa inclui actividades individuais e em grupo, que poderão ser marcadas com os monges, e em troca das quais são sugeridos donativos que podem variar entre os 20 euros de uma purificação em grupo, os 100 euros da purificação de uma casa ou empresa ou os 200 euros de um casamento budista.

Apesar dos valores sugeridos, Margarida Castro sublinha que os donativos são livres, adiantando que há já “muitas pessoas inscritas” para o evento que decorrerá a 03 de maio na Quinta da Regaleira em Sintra, um dos pontos altos do programa, que inclui além de um ritual de purificação, uma conferência e um concerto.

Entre os monges que participam na digressão, destaca-se o geshe (mestre espiritual) Larampa Yishe, nascido no Tibete em 1967, e que entrou no mosteiro da sua localidade aos oito anos.

Na década de 90 fugiu do Tibete para a Índia, tendo entrado no mosteiro Gaden Shartse, no sul da Índia, onde em 2009 recebeu o título de geshe lharampa (doutorado em filosofia budista).

O mosteiro de Gaden Shartse foi fundado em 1970 por 85 monges refugiados do Tibete, hoje conta com mais de 1.400 tibetanos com bolsas de estudo, escritores, estudantes e administrativos, organizados em pequenos mosteiros (khangtsen), dentro do grande mosteiro que é Gaden.

Nesta que é a quarta visita a Portugal, os monges irão passar pelos concelhos da Maia (23 a 27 de Abril), Coimbra (28 de Abril a 1 de Maio), Mafra (30 a 31 de Maio), Lisboa (03 de Maio a 11 de Junho), Santarém (04 a 07 de Junho), Caldas da Rainha (07 a 09 de Junho) e Sintra (13 a 15 de Junho).

Reiki cada vez mais usado em doentes com cancro para reduzir efeitos da quimioterapia

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No Hospital de São João, no Porto, o Conselho de Administração autorizou já a aplicação de terapia reiki aos doentes oncológicos em ambulatório

A terapia reiki é cada vez mais usada em doentes com cancro em Portugal para reduzir os sintomas da quimioterapia e ajudar ao relaxamento destes pacientes, segundo médicos e terapeutas.

No Hospital de São João, no Porto, o Conselho de Administração autorizou já a aplicação de terapia reiki aos doentes oncológicos em ambulatório, sendo aplicada por enfermeiros com formação naquela terapia alternativa e em regime de voluntariado.

O reiki é uma terapia japonesa que consiste em canalizar a energia colocando as mãos em cima do corpo e pretende promover o equilíbrio global, segundo a Associação Portuguesa de Reiki.

A médica oncologista Fátima Ferreira explicou à agência Lusa que os doentes em quimioterapia submetidos ao reiki dizem conseguir aguentar melhor os efeitos secundários, como náuseas e vómitos, e acabam por sentir-se mais relaxados, aceitando melhor a sua doença.

“Tem sido uma ajuda muito positiva para os nossos doentes. Mas isto não vai substituir qualquer tratamento de quimioterapia ou radioterapia, nem é esse o objetivo. Funciona como um complemento, como uma ajuda psicológica”, indicou a médica.

No Hospital de São João este projeto foi impulsionado pela Associação de Apoio aos Doentes com Leucemia e Linfoma, com base numa investigação realizada por uma enfermeira naquela unidade que demonstrou os benefícios do reiki para os doentes com cancro.

A terapia é disponibilizada, em regime de voluntariado, por enfermeiros do hospital com formação em reiki e não é fornecida pelo Serviço Nacional de Saúde.

Este projecto, que começou no ano passado, dirige-se sobretudo para os doentes oncológicos em ambulatório, mas tem sido também aplicado a pacientes em internamento.

 Sónia Gomes, da Associação Portuguesa de Reiki, diz que existem diversos estudos científicos internacionais que “comprovam que a terapia reiki ajuda o processo de desintoxicação do organismo após a quimioterapia”.

Ainda não há dados sobre quantos doentes oncológicos em Portugal se submeteram a esta terapia complementar, mas Sónia Gomes dá conta de que têm sido assinados protocolos de colaboração com várias associações de doentes.

Exemplo disso é a Associação de Luta Contra o Cancro do Intestino — Europacolon Portugal, que passou a fornecer aos seus associados a possibilidade de terem sessões de reiki.

“Estamos ligados a uma doença que é uma tragédia, com 7.000 novos casos todos os anos e uma mortalidade superior a 11 casos por dia”, disse à Lusa o presidente da Europacolon, Vítor Neves.

Foi a partir de relatos e experiências de doentes oncológicos que esta associação chegou à conclusão de que o reiki poderia ajudar a “melhorar a vida e o conforto” de pacientes em quimioterapia.

“Decidimos, assim, disponibilizar aos nossos doentes, a custo zero, o acesso a esta terapia complementar, que pode ser solicitada através da nossa linha telefónica de apoio 808 200 199”, indicou Vítor Neves.

Segundo Sónia Gomes, da Associação de Reiki, chegam já a ser os próprios médicos a recomendar a esta terapia aos seus doentes, depois de terem observado ” bons resultados” noutros pacientes, sobretudo com benefícios a nível do humor e disposição.

Os estudos têm demonstrado “bastante sucesso” no bem-estar dos doentes em qualquer tipo de tumor, segundo indica a terapeuta: “O reiki acaba por equilibrar o sistema do corpo humano. A pessoa relaxa e isso provoca diminuição da corrente sanguínea, a oxigenação melhora e isso produz o tal estado de relaxamento profundo e de bem-estar”.

Actualmente, a Associação Portuguesa de Reiki tem cerca de uma centena de terapeutas disponíveis para fazer voluntariado a doentes oncológicos que estejam a ser submetidos a quimioterapia.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela Agência Lusa

Portugal, Cristianismo e Budismo.

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Portugal, como país ocidental que é, e até devido à sua história, abraçou desde sempre o Cristianismo, sendo o Catolicismo a maioria religiosa do país, estando bem enraizada naquele que é o país do Milagre de Fátima. E é essa educação, esse sentido de religião que a maioria dos Portugueses seguem, e até mesmo aqueles que não são devotos ou praticantes regulares, reconhecem a importância de Deus no contexto local, religioso, dos hábitos e dos pensamentos. Por isso o Budismo, que ainda agora vai despertando mentes por cá, é visto por alguns como a imposição de um novo Deus, de uma novo forma de pensar religiosamente, e da criação de novos hábitos. Tenho de discordar neste ponto. Sendo que a maioria dos seguidores do Budismo foram de alguma forma educados como Cristãos, tal não invalida nem que deixem de ser Cristãos, nem que deixem de seguir os fundamentos básicos que o Budismo defende. Eu não vejo o Budismo como uma religião. Buda não era um Deus. Nunca reclamou ser um Deus. Nunca insinuou ser um filho de Deus. Nunca insinuou ser um Mensageiro de Deus. Foi um Homem que tudo fez para além do esforço humano para conseguir atingir o estado ideal de felicidade eterna , o denominado “Nirvana”. Os seus ensinamentos são puros, resultado do seu caminho, das suas dificuldades e do esforço de mostrar a sua própria luz, tão típica dos seres superiores de mente e alma. Só por ai cai a tentação de anular o Budismo e o Cristianismo e vice-versa. Há que respeitar os hábitos, os pensamentos e as tradições. O Budismo para mim sempre será uma Filosofia Positiva da Vida, que apregoa os actos, palavras e emoções que podem e devem mudar a face do Mundo para algo extraordinário e maravilhoso. Para que haja Paz, Harmonia e Equilíbrio. Por isso questões deste tipo não devem ser colocadas. As pessoas são livres de quererem  acreditar naquilo que mais desejam, sem que isso implique uma perda de crença ou de valor. Porque uma mente aberta cria novos horizontes, e ao termos essa mente aberta a tudo o que é de positivo, iluminado e de bem, só pode ser abraçado e não rejeitado.

“Se o seu coração é absoluto e sincero, você naturalmente se sente satisfeito e confiante, não tem nenhuma razão para sentir medo dos outros” 

Citação: Dalai Lama

Autor do Texto: Paulo César