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Chamem-me pelos meus Verdadeiros Nomes | Thich Nhat Hanh

CANNES, FRANCE - MAY 22:  Exiled Vietnamese Buddhist monk Thich Nhat Hanh attends a photocall promoting the film 'Buddha' during the 59th International Cannes Film Festival on May 22, 2006 in Cannes, France.  (Photo by Peter Kramer/Getty Images)

(Foto: Peter Kramer/Getty Images)

Chamem-me pelos meus verdadeiros nomes
Não digam que parto amanhã
Porque hoje estou ainda chegando.

Olhe bem, a cada instante estou chegando
Para vir a ser botão de flor em ramo de primavera
Para ser passarinho de asas frágeis
Aprendendo a cantar em meu novo ninho,
Para ser lagarta na corola da flor,
Para ser gema oculta na pedra.

Estou ainda chegando para rir e chorar,
Para sentir medo e esperança
O ritmo do meu coração é o nascimento e morte
De tudo o que vive.

Sou a libélula em metamorfose
Em vôo sobre as águas do rio
E sou pássaro que se lança ao ar para engolir a libélula.

Sou rã que nada descuidada
Nas águas claras da lagoa
E cobra que em silêncio se alimenta da rã.

Sou a criança em Uganda, só pele e osso
Minhas pernas como gravetos
E sou o traficante que vende armas para Uganda.

Sou a jovem púbere
Que escapa em uma balsa
E que, violentada por um pirata, lança-se ao mar

Mas sou o pirata ainda incapaz de sentir e de amar
Minha alegria é como a cálida primavera
Que faz florescer toda a Terra.
Minha dor é como um rio de lágrimas,
Tão vasto que enche os quatro oceanos.

Chamem-me pelos meus verdadeiros nomes,
Para que eu possa despertar e enfim escancarar
Em meu coração as portas da compaixão.

Mooji – “A Verdade”.

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A Verdade não vai ser alguma coisa que você possa perceber na sua frente e a uma certa distância. Ela é sempre o sujeito, nunca um objeto. Tome o sujeito e a Fonte como sendo um.

Portanto, não fique olhando para o que é visto, mas em vez disso, traga a sua atenção para Aquilo de onde emerge a observação. Note que a posição da observação não está presa dentro da bolha dos objetos percebidos.

Para quem está tudo isto ocorrendo?
É para uma pessoa ou uma entidade tangível que possa ser reconhecido?
Pode aquilo em cuja presença até o funcionamento da percepção está sendo percebido, pode isso ser reconhecido fenomenalmente?
E se sim, por quem ou o quê?
Você está seguindo?

Se você tem seguindo o que eu indicado diligentemente, você vai ser capaz de responder diretamente a partir do Ser.
Quem ou o quê é você?
Olhe, sinta e confirme.
A sua sincera introspecção terá feito com que a mente tenha queimado todos os seus conceitos. Ela não terá nada mais a oferecer.
O que resta agora?

“Eu mesmo.”

Não use palavras ou descobertas de outra pessoa agora.
Confie na sua própria descoberta.
Não se identifique com nada de novo.
Não pegue mais conceitos.

“Há apenas Isto.”

Isto o quê?

“É sem forma e indefinível.”

Sim. Este é o Ser, não é outro senão você.
Assim, você chegou ao final das palavras.
Bom trabalho!
Agora, apenas permaneça em silêncio.

Fonte: Mooji