Meditação Tonglen: O que é? Como se pratica?

A meditação é uma das formas mais simples de atingir níveis elevados de espírito e de limparmos de energias menos positivas. É uma espécie de renovação da alma, além de um processo importante de conhecimento de si próprio e do mundo em seu redor. Já imaginou este benefício pudesse alcançar outras pessoas? A Meditação Tonglen torna isso possível.

Tonglen é uma prática de meditação ensinada pelo Dalai Lama e muito utilizada no Budismo Tibetano. O objectivo primordial é purificar a pessoa que pratica e as outras a quem ela se dedica positivamente. É como se os sentimentos menos bons, as dores físicas, traumas ou tristezas deixassem o nosso corpo ao mesmo tempo que a felicidade nos invade e nos envolve.

Siga os passos seguinte para praticá-la:

1- Como em qualquer processo de meditação, procure um lugar calmo e livre de interrupções, onde possa ligar-se consigo mesmo e deixar o mundo que nos rodeia de fora.

2- Utiliza o tempo que for necessário até acalmar a mente e atingir um estado de calmaria e serenidade dentro de si, como uma bolha de paz, escudada da interferência exterior.

3- Sinta-se integrado no ar. Puxe pelo nariz as sensações de calor, densidade, escuridão e peso e expire de certa forma a luz e a leveza. Sente que controlas todas essas sensações posteriormente para os teus poros. Sente o movimento de contracção e expansão de todo o seu corpo, na tua própria plenitude.

4- Se possuis alguma situação negativa que estejas vivenciando pessoalmente como uma dor física, uma sensação, um sentimento menos bom ou uma situação que não consegue resolver. Pensa em pessoas que conhecea e até outras desconhecidas que também possam estar passando por isso. Mentaliza profundamente todas estas questões.

5- Inspire para dentro de ti, toda a dor que vês na tua vida e no mundo como um todo e vibra e expire a felicidade mais intensa que conseguires imaginar, como os mais belos momentos da tua vida. (A energia do momento e não o contexto do mesmo).

Com estes cinco passos simples, irás consegue tentar fazer uma prática que beneficia o teu intimo e outras pessoas que penses. É um acto que também podemos fazer mentalizando as pessoas que nos fizeram mal ou simplesmente aquelas com as quais não nos identificamos de alguma forma. Pensar que o que fizeram é por alguma dor que sentem e tentar tirar isso delas, de certa forma, beneficia a todos.

Mingyur Rinpoche em Portugal

Uma conferência em Lisboa (dia 1 de Agosto, 19h, após ter passado por Leiria), um retiro fechado e uma cerimónia para quem queira iniciar-se na via do Buda serão os actos principais da estadia em Portugal de Yongey Mingyur Rinpoche, um dos mestres do budismo tibetano e autor de A Alegria de Viver (ed. Temas e Debates/Círculo de Leitores). 

Rimpoche (na realidade, um título tibetano que significa aproximadamente “precioso”, um mestre de espiritualidade) nasceu em 1975, em Nubri (Nepal) e é considerado um dos grandes mestres do budismo tibetano formados fora do Tibete. Desde há anos que tem manifestado muito interesse pela investigação científica acerca dos efeitos da meditação. “Houve pouco desacordo entre os Budistas e os cientistas modernos quanto ao facto de o estado de espírito de uma pessoa ter alguns efeitos sobre o corpo”, escreve ele, no livro citado (há uma outra obra de Rimpoche publicada em Portugal pela mesma editora, Amar o Mundo – A Viagem de um monge pelos bardos da vida e da morte, em que ele conta a sua experiência de quase “morte”, quando passou quatro anos num retiro errante, vivendo como mendigo).

Recentemente, há cientistas que começaram a “olhar mais de perto para a anatomia e fisionomia de seres humanos felizes e saudáveis”, diz Yongey Mingyur n’A Alegria de Viver. “Nestes últimos anos, vários projectos mostraram vínculos muito fortes entre estados mentais positivos e uma redução do risco ou da intensidade de diversas doenças físicas”, acrescenta, citando vários estudos nesse âmbito. 

“Explicações objectivas da eficácia da formação budista” também estão a ser estabelecidas por outros cientistas, escreve Rimpoche, que tem aliado a sua prática de meditação à investigação dos neurocientistas do Laboratório Waisman de Imagiologia Cerebral e Comportamento. A meditação, defende o monge budista, pode aumentar a actividade das zonas do cérebro que normalmente se associam à felicidade e à compaixão. 

A conferência de Lisboa, no auditório da Faculdade de Medicina Dentária, da Universidade de Lisboa, será uma introdução ao Budismo Vajrayana, com o título “Tu és Buda agora mesmo”.

No sábado (19h-22h), também na Faculdade de Medicina Dentária, e inserida no retiro que vai orientar, Rimpoche presidirá a uma cerimónia “de tomada de refúgio” para todos os que queiram iniciar-se na via do Buda. 

Mingyur Rinpoche começou a estudar meditação com o seu pai, Tulku Urgyen Rinpoche, ele próprio um respeitado professor budista, que contactava acom muitos cientistas – o que levou o filho a interessar-se pelo tema. 

Líder da Comunidade de Meditação Tergar, Mingyur Rinpoche tem dirigido conferências e cursos um pouco por todo o mundo. É a sua terceira passagem por Portugal.

Festival de Bem-Estar de regresso.

O Festival de Bem-Estar (Feira Alternativa) está de regresso este verão, após dois anos de interregno por causa da pandemia. O maior e mais antigo evento de terapias complementares e desenvolvimento pessoal realiza-se em Lisboa, no Parque de Jogos 1º de Maio do Inatel, de 9 a 11 de setembro. Desde 2005 é um momento de encontro holístico e de união entre todos os que escolhem viver melhor em consciência e equilíbrio. Exposição, palestras, workshops e aulas práticas darão nova vida ao conceito original que acolhe anualmente milhares de visitantes e centenas de expositores. Este ano está prevista a presença de cerca de 200 expositores, a grande maioria profissionais das várias terapias complementares. É o caso do Reiki, Acupunctura, Reflexologia, Feng Shui, Massagens, Terapia de Som, Cromoterapia, Florais, Mesa Quântica, Numerologia e Cristaloterapia, entre várias outras.

As restantes áreas da cosmética natural, nutrição, alimentação saudável, artesanato e esoterismo estarão igualmente bem representadas. A restauração contará com uma vasta oferta de alimentação saudável, incidindo na vegetariana, vegan e produtos biológicos.

As inúmeras palestras, workshops e showcooking compõem o programa de 2022, com mais de duas dezenas de oradores convidados, e as aulas práticas de Yoga, Chi Kung, Tai Chi, danças e meditação desenrolam-se ao longo dos três dias do evento.

“As áreas do bem-estar, desenvolvimento pessoal e espiritualidade evoluíram muito. Neste Festival criamos momentos de divulgação, promoção e desmistificação de todas as terapias alternativas e complementares, desde que sejam exercidas com responsabilidade”, afirma Jorge Coelho Lopes, responsável pela organização do evento.

E o promotor do Festival de Bem-Estar acrescenta: “Os cuidados que queremos ter com o corpo e a mente dependem do nível de consciência e das crenças de cada ser humano. Respeitando todos, dá-se a oportunidade para que cada um esteja confortável com o que quer e consegue pensar e fazer para se sentir saudável. Mais do que a experiência é a expansão da consciência que queremos promover.”

Num fim-de-semana pensado para desfrutar em família, destacam-se ainda três momentos especiais: a comemoração dos 100 anos do Reiki, pela Associação Portuguesa de Reiki (foi em 1922 que o mestre Mikao Usui desenvolveu o Reiki tal como é hoje praticado); uma mega-aula de Yoga, pela Federação Portuguesa de Yoga; e uma sessão de “Eye Gazing”, exercício tântrico que aumenta a intimidade, pela Escola do Amor.

A entrada individual para o Festival custa 7,5 euros no primeiro dia (sexta-feira) e 10 euros em cada um dos dias seguintes. O passe para os três dias tem um custo de 15 euros.

Datas e horários:

Sexta-feira, 9 de setembro: das 15h às 23h

Sábado, 10 de setembro: das 10h às 23h

Domingo, 11 de setembro: das 10h às 21h

5 dicas para ser pessoa cheia de energia.

Todos temos fases em que andamos mais cansados sem explicação aparente, no entanto, é possível contrariar essa fadiga e, para isso, é essencial mudar alguns hábitos e começar a ter alguns que o vão ajudar a ter mais energia.

A Best Health – meio de comunicação online – deu algumas dicas essenciais e que lhe vão dar muito jeito a longo prazo. Adicione caminhadas à sua rotina Conseguir fazer, diariamente, uma caminha de dez minutos é uma ótima maneira de recuperar energia de uma forma saudável quando se sente mais em baixo. Vá para a cama 15 minutos mais cedoVá indo para a cama 15 minutos mais cedo todos os dias até encontrar a quantidade certa de sono para o seu corpo – quando acordar a sentir-se mais descansado encontrou o horário correto. Vá bebendo pequenos goles de café durante o diaUm estudo da Harvard Medical School descobriu que pequenas doses frequentes de cafeína – cerca de 50ml -, tomadas ao longo do dia, são muito eficazes para manter as pessoas alerta e bem-dispostas. Mantenha-se hidratadoA fadiga é, normalmente, um dos primeiros sintomas de desidratação, por isso, é importante ter sempre consigo uma garrafa de água para ir bebendo ao longo do dia. Experimente um óleo essencial de hortelã-pimentaAplicar um pouco de óleo essencial de hortelã-pimenta no pulso para cheirar, ocasionalmente durante o dia, pode dar-lhe mais energia, segundo um especialista. Quem não gostar de hortelã-pimenta, pode experimentar um óleo mais cítrico como de toranja ou de laranja.

Foto: © Shutterstock

Quer ter uma atitude mais positiva? Siga estes conselhos

Ter uma atitude positiva tem vários benefícios, não só para a saúde mental, como para a saúde física, por isso, é essencial ter comportamentos e hábitos que a incentivem. Pequenas diferenças podem ter um impacto grande e importante, explicaram diferentes especialistas à revista Shape.

O que faz com que o optimismo seja tão poderoso é que se trata de um pensamento com base no realismo, aliás os verdadeiros optimistas são pragmáticos, ou seja, analisam o que pode vir a correr mal e fazem planos para evitar esses cenários. 

Mesmo que não seja algo natural para si, existem diferentes técnicas, comprovadas por especialistas, que vão ajudar a criar uma atitude mais positiva. 

Pegue numa caneta

Diferentes estudos comprovaram que quando as pessoas escrevem a sua versão do seu “melhor eu” – idealmente com a maior quantidade de detalhes possível – e depois visualizam esse “eu” durante cinco minutos por dia, durante uma semana ou duas,  conseguem tornar-se mais optimistas.

Pare de distorcer as coisas

Muitas vezes, forma-se um ponto de vista pessimista quando se tem pensamentos “de tudo ou nada” ou se acredita que os seus sentimentos momentâneos como desespero, raiva ou mágoa, são permanentes. Para conseguir analisar as coisas corretamente, quando isto acontece, dê um passo atrás e pense em si mesmo na perspectiva de outras pessoas e reavalie a situação. Assim vai conseguir avaliar corretamente a situação. 

Passe mais tempo com pessoas optimistas 

Ter bons relacionamentos com amigos e família é algo essencial para a saúde e felicidade. Socializar diminui os níveis da hormona do stress, o cortisol, e activa da dopamina, conhecida como a hormona da felicidade. Quem se rodeia de pessoas optimistas têm mais probabilidades de começarem a ter uma atitude positiva. 

Não desvalorize sentimentos negativos

Segundo os especialistas, é importante não confundir optimismo ou uma mentalidade positiva com esconder sentimentos como raiva, tristeza ou medo, algo que pode ter consequências muito más. É importante aceitar os sentimentos, identificar o que os causou e saber como lidar com eles. 

Dê prioridade ao sono e ao exercício 

Por exemplo, quando não se dorme horas suficientes as emoções não são reguladas corretamente, o que pode fazer com que os pensamentos negativos assumam o controlo, por isso, é importante ter uma boa rotina de sono. Já o exercício liberta diferentes substâncias químicas que ajudam ao bem-estar e que podem ajudar a reduzir stress, depressão e ansiedade. 

Lisboa: Cinco locais para praticar Yoga.

Se o que o afasta do Yoga é a lengalenga de que é apenas para pessoas jovens ou muito flexíveis, desista já dessa desculpa. Se nunca experimentou esta modalidade, basta ter vontade, começar devagar e ir praticando. Seja qual for a sua idade ou condição física, quer procure algo com movimento ou mais vagaroso, não faltam propostas em Lisboa para fazer um ‘refresh’ ao corpo e à mente.

Os benefícios são muitos. Fazer yoga concede não só longevidade, como permite tonificar os músculos, aumenta a flexibilidade, diminui os níveis de stress, melhora a postura, reduz o colesterol e controla a pressão arterial.

Aqui está uma lista de ‘spots’ na capital portuguesa que pode – e deve – conhecer:

1-  Yoga Room Lisbon

Este espaço disponibiliza uma enorme variedade de estilos e níveis de yoga. De aulas de iniciação, a yoga à luz de velas e hot yoga, há muito por onde escolher. Os preços variam entre os 65 (passe Descoberta, com acesso ilimitado a todas as aulas durante 30 dias) e os 1067 euros (passe 12 meses). 

Morada: Rua Doutor António Cândido, 15B, 1050-115 Lisboa

2- Kula Yoga Lisbon

Aqui tem a oportunidade de agendar uma aula privada com o seu instrutor de yoga preferido. Todas as aulas têm a duração de 75 minutos, à excepção das matinais (60 minutos). O custo das aulas começa nos 13 euros (uma aula com materiais incluídos) e pode chegar os 95 euros (10 aulas com 10 materiais incluídos). 

Morada: Rua Monte Olivete, 30A, 1200-424 Lisboa

3- Soul Care & Yoga Shala

Totalmente alinhado com os princípios do feng shui, disponibiliza aulas de ashtanga yoga mysore e hatha yoga.

Morada: Calçada das Necessidades, 56 cave esquerda, 1350-214 Lisboa

4- Asha Wellness Studio

Neste estúdio em Alcântara, junto ao LX Factory, todos são bem vindos. Não se distinguem níveis de prática. Há aulas disponíveis a partir de 35 euros.

Morada: Rua Maria Luísa Holstein, 15, sala 20, 1300-388 Lisboa

5- Sacral&Heart Yoga

Neste estúdio, as aulas são ao final do dia, ao por do sol ou à luz das velas, e em pequenos grupos. Quanto aos preços, pode uma aula pelo valor de 15 euros. As privadas custam 50 euros. 

Morada: Rua Manuel da Silva Leal, 2, 5º esquerdo, 1600-166 Lisboa

Fonte: Lifestyle ao Minuto

As 12 Leis do Karma

Quando paramos para pensar porque é que somos o que somos e estamos no ponto onde estamos, a resposta é só uma – Escolhas. Um dia destes, num artigo, um ditado indiano que diz algo como “Se quer saber os seus pensamentos de ontem, olhe para o que é hoje. Se quer saber como estará no futuro, olhe para os seus pensamentos de hoje”.

Esta ideia de que a vida é a soma das nossas escolhas é conhecida como a Lei do Karma ou a Lei da Causa-Efeito. Palavra Karma quer dizer precisamente ação e faz parte daquilo a que se chama o “software” da nossa alma, juntamente com mais dois conceitos. Por cada coisa que fazemos (karma), surge uma memória (samskara), que por sua vez cria um desejo (vasana). Por isso, as nossas ações nada mais são do que um ciclo motivado por desejos criados a partir de memórias de ações passadas.

É importante estarmos conscientes das nossas ações e pensamentos a cada momento, para podemos controlar as nossas escolhas sem nos deixarmos cair em padrões antigos constantemente. Perceber, por exemplo, por que razão escolhemos não fazer algo: é por medo, insegurança? Algo no passado criou essa sensação que não nos permite criar um novo hábito? Ao perceber as 12 leis, talvez consiga trazer mais consciência às escolhas da sua vida.

1. A Grande Lei ou Lei da Causa & Efeito

Colhemos o que semeamos. O que fazemos no Universo é-nos pago na mesma moeda. Por isso, temos de manifestar e agir de acordo com o que queremos que aconteça. Não podemos querer carinho senão o demonstramos aos outros.

2. Lei da Criação

A vida não acontece sozinha. Precisa da nossa participação. E também nos dá pistas. Por isso, siga a sua intuição e rodeie-se daquilo que emana energia de acordo com o que mais deseja.

3. Lei da Humildade

Temos de ser capazes de aceitar as coisas. Se encaramos tudo como negativo, nunca conseguiremos evoluir e alcançar um estado melhor.

4Lei do Crescimento

Só temos controlo sobre nós próprios. Por isso, é em nós que temos de procurar a mudança para crescermos e evoluirmos. Não são as pessoas ou situações à nossa volta que têm de mudar. Assim que há mudanças no nosso coração, a vida à nossa volta também se transforma.

5. Lei da Responsabilidade

Quando identificamos algo de errado ou menos positivo na nossa vida, quer dizer que há algo em nós que precisa de mudança. Somos um espelho do que nos acontece, e o que nos acontece reflecte em nós. Somos responsáveis pela nossa vida. 

6. Lei da Conexão

Todos os pormenores contam, pois são eles que permitem as passagens de nível nos acontecimentos do universo. Nenhum passo é menos importante, por mais insignificante que possa parecer. 

7Lei do Foco

Não é possível focarmo-nos em valores opostos ao mesmo tempo. Se queremos crescer espiritualmente, não podemos perder energia com sentimentos negativos, como inveja ou ganância.

8. Lei de Dar & Acolher

Se acredita em algo, então a sua vida vai dar-lhe um sinal que demonstre essa verdade. O presente é pôr em prática tudo o que possa ter aprendido para receber algo do universo no futuro.

9. Lei do Aqui & Agora

Para viver o presente, tem de desamarrar-se do passado e do futuro. Livrar-se de velhos hábitos e comportamentos, e parar de teorizar ou temer o futuro. Concentre-se naquilo que pode fazer agora e o resto fluirá naturalmente. 

10. Lei da Mudança

A história repete-se. Para haver mudança, é preciso que aprendamos lições que ficaram por consolidar. Só assim conseguimos reverter situações e assistir a mudanças.

11. Lei da Paciência & Recompensa

Só conseguimos resultados valiosos com paciência e persistência. A verdadeira felicidade vem com o saborear do momento e não com a obsessão por uma futura recompensa que nunca mais chega. Saber que chegará é suficiente para nos manter no caminho.

12. Lei do Significado & da Inspiração

O que nos acontece é o resultado fiel da dedicação e tempo que investimos. As nossas acções fazem parte de um Todo. Quando agimos com paixão, energia e intenção, libertamos inspiração para esse Todo. 

Kintsugi: Arte japonesa de valorizar o antigo.

Kintsugi ou ”emenda de ouro”, também conhecido como Kintsukuroi (reparação com ouro) é a arte japonesa de reparar uma cerâmica quebrada com laca espanada ou misturada com pó de ouro, prata ou platina, um método semelhante à técnica maki-e.

A laca é uma incrustação resinosa, produzida em certas árvores, resultante da secreção de insectos, como Coccus lacca, encontrados em países do oriente como a Índia e a China.

Objectos laqueados são uma tradição de longa data no Japão, e em algum ponto pode ter sido combinado com maki-e como um substituto para outras técnicas de reparação de cerâmica.

Uma teoria é que o kintsugi pode ter se originado quando o shogun japonês Ashikaga Yoshimasa enviou uma tigela de chá chinesa danificada de volta à China para reparos no final do século 15. 

Quando foi devolvida, o reparo consistia de feios grampos de metal aparentes, e então ele solicitou aos artesãos japoneses para procurarem um meio mais estético de reparação. Os coleccionadores gostaram tanto da nova arte que alguns foram acusados de deliberadamente esmagar cerâmicas valiosas para que pudessem ser reparadas com as costuras de ouro kintsugi. O kintsugi logo se associou aos vasos cerâmicos usados no chanoyu (cerimónia de chá japonesa). Enquanto o processo é atribuído aos artesãos japoneses, a técnica foi aplicada a peças de cerâmica de outras origens, incluindo a China, o Vietname e a Coreia.

Como uma filosofia, kintsugi pode ter semelhanças com a filosofia japonesa de wabi-sabi, a aceitação do imperfeito ou defeituoso. A estética japonesa valoriza as marcas de desgaste pelo uso de um objecto. Isso pode ser visto como uma razão para manter um objecto mesmo depois de ter quebrado e como uma justificação do próprio kintsugi, destacando as rachas e reparações como simplesmente um evento na vida do objecto, em vez de permitir que o seu serviço termine no momento do seu dano ou ruptura.[Kintsugi pode se relacionar com a filosofia japonesa de “não importância” que engloba os conceitos de não-apego, aceitação da mudança e destino como aspectos da vida humana.

Mindar, o robô que é sacerdote budista no Japão

No templo histórico de Kodaiji, em Kyoto (Japão), os ensinamentos de budismo são transmitidos por um sacerdote diferente, não de carne e osso, mas de alumínio e silicone. Mindar é um robô com 1,93 metros de altura e 60 kg que dá sermões de Heart Sutra, uma das escrituras de budismo mais conhecidas. Humanizado pela sua cara humana, pelos gestos das mãos e pelo olhar de duas câmaras nos olhos que interagem com o público, Mindar foi criado em 2019 de um projecto de um milhão de dólares — cerca de 956,2 mil euros — entre o templo de Kodaiji e uma equipa da Universidade de Osaka.O objectivo, de acordo com a ABC News, é que o design mais humanizado quebre a barreira entre o “mundo espiritual, onde Buda existe, e o mundo físico, onde o Buda se materializa através de Mindar”, explicaram os seus criadores, citados pelo canal norte-americano. “O design no Mindar é para encorajar a imaginação das pessoas. A estátua de Buda tem um design semelhante, é difícil de perceber o género e a idade”,afirmou Hiroshi Ishiguro, responsável pelo design de Mindar.

A acompanhar as palestras do robô-sacerdote está uma projecção de um mapa 3D, onde uma apresentação pré-programada questiona Mindar sobre os ensinamentos do budismo. Embora as habilidades de Mindar se limitem a citar áudios programados, o templo planeia implementar tecnologia de inteligência artificial em Mindar para que este “acumule conhecimento ilimitado e fale de uma forma autónoma”. No Japão, cerca de dois terços da população pratica o Budismo. “Antes de ouvir os sermões de Mindar, as pessoas veem-no como um robô. Mas depois, passavam a vê-lo como Buda”, afirmou o líder do templo, Tensho Goto.

Qigong: Medicina tradicional e os seus benefícios.

O qigong, também conhecido como Chi Kung, é uma técnica chinesa antiga que consiste num conjunto de práticas conscientes. Tendo sido criado na época da Dinastia Han (206-220 d.C.) o qigong é formado por movimentos, técnicas de respiração, massagem, sons e treinos de foco que possuem o intuito de equilibrar a energia vital do corpo humano.

O termo “Qi” significa “energia vital”, enquanto “Gong” pode ser traduzido como uma habilidade cultivada por meio da prática constante. A técnica surgiu há cerca de 4 mil anos, e faz parte da medicina tradicional chinesa, que prega que o qi, ou energia vital, está presente no corpo de todas as pessoas. 

De acordo com os princípios da medicina chinesa, o qi necessita de fluir pelo corpo para que as pessoas mantenham o seu bem-estar. Caso a energia vital desse indivíduo pare num único local,  é possível que ele desenvolva algum problema de saúde. 

A partir deste ponto que se encontra o objectivo do qigong, manter a energia vital das pessoas em equilíbrio, para que a saúde não seja afetada. A fluidez do qi, na técnica do qigong, é essencial para que o corpo encontre o seu processo natural de cura. 

Existem dois tipos de técnicas no qigong, a dinâmica e a meditativa. A dinâmica é activa e foca principalmente nos movimentos do corpo, como os dos braços e das pernas. Já a meditativa é passiva e pode ser praticada em qualquer postura mantida por um longo período de tempo, envolvendo também exercícios mentais e de respiração.

Para iniciar a prática de qigong, é preciso saber que existem caminhos diversos que se pode seguir dentro deste tipo de medicina tradicional. Cada um possui os seus benefícios próprios, e diferem nas áreas de foco, intenção e metodologia.Os caminhos do qigong são:

Qigong clínico: O uso do qigong para o tratamento de uma variedade de diagnósticos, sempre como um tratamento complementar e não como uma única opção. O qigong clínico é praticado por pessoas que querem ensinar outros a praticar a medicina tradicional.

Cultivação pessoal: Aprender o qigong para a prática pessoal. O indivíduo que segue esse caminho tem o intuito de desenvolver a sua jornada de autoconhecimento, através dos movimentos e exercícios de respiração e intenção do qigong. 

Qigong marcial: O qigong também pode ser incluído na prática das artes marciais, com intuito de manter o equilíbrio do corpo e desenvolver a auto protecção do indivíduo. 

Qigong espiritual: Um estilo de qigong que tem como objectivo aumentar a ligação dos seus praticantes a tudo que é transpessoal, como a terra e a humanidade.

Não existem tantos estudos a respeito do qigong, como existem sobre o tai chi, por exemplo. A maior parte das pesquisas sobre o assunto são pequenas, ou de fontes limitadas. Por isso, pouco se sabe sobre os verdadeiros benefícios do qigong para a saúde física e mental. 

Para os praticantes da técnica, os benefícios do qigong vão muito além da sua validação científica. Segundo os fundamentos da medicina tradicional chinesa, o uso do qigong pode ser benéfico para o tratamento de qualquer condição, desde que seja utilizado como um complemento à cura.

Alguns dos benefícios do qigong, que ainda se sabe pouco a respeito, são:

  • Reduz sintomas de fibromialgia
  • Auxilia no tratamento de depressão e ansiedade
  • Melhora quadros de doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC)
  • Ajuda a melhorar os movimentos de quem sofre com a doença de Parkinson
  • Reduz os níveis da pressão sanguínea
  • Ajuda a prevenir doenças cardíacas